Finanças

Do SCPC ao IPO da Boa Vista


Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, fala em vídeo sobre o caminho trilhado pelo birô de crédito até a abertura de capital


  Por Redação DC 30 de Outubro de 2020 às 16:57

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


*Por Danielle Pessanha e Renato Carbonari Ibelli

Os insumos mais valiosos da economia atual são os dados. Eles são a principal matéria-prima de empresas como Amazon, Google e Facebook, não à toa entre as de maior valor de mercado.

Aqui no Brasil, o sucesso da abertura de capital da Boa Vista, empresa de análise creditícia originada do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), é mais um exemplo de como a informação atrai o dinheiro.

Em meio à pandemia e, consequentemente, às incertezas sobre o futuro, a Boa Vista conseguiu captar R$ 2,17 bilhões em seu IPO. “A demanda pelas ações foi seis vezes superior à nossa oferta”, conta Alfredo Cotait Neto, presidente do Conselho de Administração da Boa Vista e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), entidade que controlou a empresa de crédito até a abertura de capital.

O valor inicial das ações foi de R$ 12,20. De acordo com Cotait, 60% dos papeis colocados à venda foram para as mãos de estrangeiros. “São investidores de longo prazo, que há muito tempo não vinham para cá, e que encarteiraram nossas ações porque acreditam que a empresa vai crescer”, diz o presidente da ACSP.

Quem adquiriu os papéis, investiu em uma empresa que possuí 20 mil clientes ativos - entre varejistas e instituições financeiras - e tem em seu banco de dados 200 milhões de registros de pessoas físicas e 40 milhões relacionados a pessoas jurídicas.

No primeiro semestre, a Boa Vista auferiu receita líquida de R$ 302,9 milhões.

É uma empresa relativamente nova, nascida em 2010, mas que tem em seu DNA o ancestral dos cadastros de proteção de crédito, o SCPC, criado em 1956 pela Associação Comercial de São Paulo para ajudar redes como Mappin, Clipper, Ducal, a venderem sem o risco de tomarem calote.

“Essas empresas escolheram a Associação Comercial para ser a depositária das informações de crédito. Viramos uma central do varejo, e passamos a compartilhar esses dados entre todas as empresas que nos consultavam”, diz Cotait.

Em 2010, para continuar competitivo no mercado, o SCPC buscou investidores. Foi quando a TMG Capital entrou como sócia, com 30% de participação no birô de crédito, que passaria então a se chamar Boa Vista. Agora em 2020, um novo passo foi dado com a abertura de capital da empresa.

No vídeo abaixo, Alfredo Cotait Neto fala sobre o processo de IPO da Boa Vista e suas expectativas quanto ao futuro da empresa:

 

VÍDEO/EDIÇÃO: Willian Chaussê

FOTO: Gerson Cordeiro





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