Finanças

Depósitos superam saques da poupança em R$ 1,853 bi


Março foi o primeiro mês com saldo positivo em 2019, segundo o Banco Central. Porém, resultado ficou abaixo dos R$ 3,97 bilhões em igual mês do ano passado


  Por Estadão Conteúdo 04 de Abril de 2019 às 17:27

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Após os saques registrados em janeiro e fevereiro, os brasileiros voltaram a colocar dinheiro na poupança em março. Dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (04/04) mostraram que, no mês passado, R$ 1,853 bilhão líquidos entraram na caderneta poupança.

Foi o primeiro mês de saldo positivo em 2019. O resultado, no entanto, ficou abaixo dos R$ 3,978 bilhões em depósitos líquidos registrados em março do ano passado. No mês passado, foram R$ 183,200 bilhões em saques, contra R$ 185,052 bilhões em depósitos.

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Considerando os rendimentos de R$ 3,004 bilhões na poupança em março, o saldo global da caderneta chegou aos R$ 792,790 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre de 2019, as retiradas líquidas da poupança somaram R$ 13,400 bilhões. O montante é resultado de saques de R$ 575,122 bilhões contra depósitos de R$ 561,721 bilhões.

RECUPERAÇÃO

Em função da crise econômica, a caderneta registrou saídas líquidas em 2015 e 2016, mas iniciou um processo de recuperação no ano seguinte. Em 2018, em meio à relativa retomada do emprego e da renda, a poupança fechou o ano com captação líquida de R$ 38,260 bilhões.

Esta procura maior pela poupança no ano passado ocorreu apesar de a rentabilidade ser, atualmente, inferior ao visto em anos anteriores. Hoje a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está próxima de zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros da economia).

A Selic, por sua vez, está em 6,50% ao ano desde março de 2018. Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Esta remuneração, mais elevada, deixou de valer em setembro de 2017, quando a Selic passou para abaixo do nível de 8,50%.

BRASIL

Apesar dos resultados positivos da caderneta em 2017 e 2018, os brasileiros ainda não têm o hábito de guardar dinheiro. Dados do Banco Mundial mostram que, em 2017, apenas 32% dos brasileiros com mais de 15 anos de idade guardaram alguma quantia de dinheiro - seja na caderneta, seja em qualquer outra aplicação financeira. A média global é de 48% e nos países de alta renda o porcentual é de 73%.