Finanças

Concessão de crédito sobe 5,2% em fevereiro, para R$ 285,6 bi


Empresas estão em busca de recursos para financiar suas atividades, afetadas pelas restrições impostas pela pandemia de coronavírus


  Por Redação DC 29 de Março de 2021 às 10:17

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, para R$ 4,046 trilhões, informou nesta segunda-feira, 29/03, o Banco Central. Em 12 meses, houve alta de 16,1%. Os números são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas, em especial nos meses de março e abril do ano passado.

Em meio à carência de recursos, famílias e empresas aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito nos bancos ao longo de 2020. Em fevereiro ante janeiro, houve alta de 0,8% no estoque para pessoas físicas e alta de 0,6% para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre avançou 0,9% em fevereiro, enquanto o de crédito direcionado apresentou alta de 0,4%.

No crédito livre, houve alta de 0,7% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque avançou 1,2% no período.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) foi de 53,8% para 54,0% na passagem de janeiro para fevereiro.

As projeções do BC, atualizadas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) da semana passada, indicam expansão de 8,0% para o crédito total em 2021.

A projeção para o crédito livre em 2021 é de alta de 11,1%. Já a expectativa para o crédito direcionado é de elevação de 3,7%.

CONCESSÕES

Em meio ao recrudescimento da pandemia de covid-19, as concessões dos bancos no crédito livre subiram 5,2% em fevereiro ante janeiro, para R$ 285,6 bilhões. No ano, porém, a queda acumulada foi de 5,7% e, nos 12 meses até fevereiro, houve retração de 1,7%. Estes dados não levam em conta ajustes sazonais.

Os números são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas, em especial nos meses de março e abril do ano passado.

Em meio à carência de recursos, famílias e empresas aumentaram a demanda por algumas linhas de crédito nos bancos ao longo de 2020.

Em fevereiro, no crédito para pessoas físicas, as concessões subiram 0,2%, para R$ 153,9 bilhões. Em 12 meses até fevereiro, há baixa de 4,4%.

Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões avançaram 11,8% em fevereiro ante janeiro, para R$ 131,7 bilhões. Em 12 meses até fevereiro, o avanço é de 1,2%.

Para Nicola Tingas, economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as pessoas jurídicas estão demandando liquidez. Segundo ele, os descontos de duplicatas e recebíveis cresceram 10,6%, antecipação de faturas de cartão aumentaram 10,5% e linhas de capital de giro, menores que 360 dias de prazo, cresceram 35%, e maiores de 360 cresceram, 23%.

“Em fevereiro, as empresas buscaram liquides para financiar os seus negócios e manterem as suas atividades, que estão sendo prejudicadas pela pandemia”, diz Tingas.

INADIMPLÊNCIA

Apesar das dificuldades de famílias e empresas para fechar as contas, em meio ao recrudescimento pandemia de covid-19, a taxa de inadimplência nas operações de crédito livre com os bancos ficou estável em 2,9% de janeiro para fevereiro, informou o Banco Central.

Para as pessoas físicas, a taxa de inadimplência se manteve em 4,1% no período. No caso das empresas, a taxa seguiu em 1,6%.

"A inadimplência deve crescer em pessoa jurídica e um pouco menos em pessoa física. Estamos vendo esse movimento nos atrasos, que deve piorar nos próximos meses até a pandemia diminuir e as atividades começarem a ser retomadas", afirma o economista da Acrefi

 

IMAGEM: Thinkstock






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