Finanças

Com Trump, dólar deve fechar 2016 em R$ 3,60


A projeção é de André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. A previsão do mercado era de que a moeda norte-americana encerraria o ano em R$ 3,30


  Por Estadão Conteúdo 09 de Novembro de 2016 às 14:09

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, avalia que a vitória de Donald Trump na eleição para a presidência dos Estados Unidos vai gerar uma grande indefinição no curto prazo no mundo. 

Perfeito considera que a reação natural será a fuga para ativos mais seguros, como o dólar.

Dessa maneira, o Brasil deve sofrer com a depreciação do câmbio.

Com a vitória de Trump, Perfeito alterou sua projeção para a moeda americana no final deste ano, de R$ 3,30 para R$ 3,60.

Em relação às moedas fortes, Perfeito afirma que o dólar deve perder, pelo menos nesse primeiro momento. "Está todo mundo com medo, ninguém sabe quem o Trump é."

A desvalorização do real pode impactar a inflação em 2017 e 2018, o que, segundo Perfeito, pode levar o Banco Central a ser ainda mais cauteloso na flexibilização da política monetária.

"Se o real se depreciar fortemente, BC terá mais cautela para cortar juros. O interregno benigno no mercado internacional já não está tão benigno assim", afirmou.

Para 2016, no entanto, o economista considera que a mudança na política norte-americana não deve impactar mais a inflação.

Além da depreciação do câmbio, Perfeito considera que a Bolsa brasileira vai cair, mas, segundo ele, já haveria realização no fim deste ano, pois tanto a Bolsa teve grandes ganhos em 2016 quanto o dólar caiu bastante.

Perfeito ainda afirma que o resultado da eleição nos EUA coroa a descoordenação política vista no mundo atualmente. Ele ainda disse que é preciso agora ver quem é o verdadeiro Trump, porque até agora o presidente eleito foi um personagem.

Segundo o economista, o momento agora é de grande indefinição e que é preciso esperar para saber, por exemplo, qual será a equipe econômica para dar uma ideia melhor de como será o mandato de Trump.

FOTO: Agência Brasil





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