Finanças

CNC: 66,5% dos brasileiros estavam endividados em janeiro


O porcentual supera o registrado em dezembro de 2020, quando 66,3% carregavam dívidas. A inadimplência também cresceu no período


  Por Estadão Conteúdo 18 de Fevereiro de 2021 às 11:47

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O porcentual de brasileiros com dívidas ficou em 66,5% em janeiro ante 66,3% em dezembro de 2020, informou nesta quinta-feira, 18/02, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que divulgou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Em relação a janeiro de 2020, a proporção de endividados subiu 1,2 ponto porcentual. Na comparação de um mês com o mês imediatamente anterior, foi a segunda alta seguida. Em dezembro, a proporção de brasileiros endividados registrou a primeira alta desde agosto.

A Peic mede a expansão do crédito em todas as modalidades, não apenas no sistema financeiro. A principal modalidade usada pelos entrevistados na Peic é o cartão de crédito - 80,5% relataram usar o cartão em janeiro, ante 79,4% em dezembro de 2020.

O crescimento da proporção de endividados seguiu sem aumentos na inadimplência. Em janeiro, 24,8% dos entrevistados na Peic relataram ter dívidas ou contas em atraso, 0,4 ponto porcentual abaixo dos 25,2% de dezembro de 2020. Foi o quinto mês seguido de baixa nesse indicador. Além disso, 10,9% dos entrevistados relataram não ter condições de pagar as dívidas em atraso, o que indica persistência da inadimplência. Em dezembro de 2020, 11,2% dos brasileiros estavam nessa condição.

Na comparação com um ano antes, a inadimplência subiu. Em janeiro de 2020, 23,8% relataram ter dívidas ou contas em atraso, enquanto 9,6% disseram que não teriam condições de pagar.

"Temíamos uma escalada do número de inadimplentes no País. O auxílio emergencial ajudou a evitar o pior cenário, e a economia soube se reinventar na medida do possível. Mas este ano vai ser chave para observarmos o comportamento do crédito e da inadimplência", diz, em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

 

IMAGEM: Thinkstock






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