Finanças

Captação por fundos de private equity cresce 161% em 2018


Volume de recursos para investir em empresas brasileiras atingiu R$ 13,6 bilhões - um sinal de que o aumento de confiança do ano passado começa a trazer capital, segundo a Abvcap


  Por Estadão Conteúdo 23 de Maio de 2019 às 17:29

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O volume de recursos captados em 2018 para investimento em empresas brasileiras pelos fundos de private equity, que são aqueles que compram participação em companhias, atingiu R$ 13,6 bilhões - um aumento de 161% ante o observado um ano antes, de acordo com pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap).

"É um claro sinal de que um mínimo de confiança que houve no ano passado já começa a trazer imediatamente capital ao Brasil", destaca Piero Minardi, presidente da entidade e que comanda no país a Warburg Pincus.

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Com o crescimento da captação no ano passado, esses fundos alcançaram no fim de 2018 R$ 39,3 bilhões disponíveis para novos investimentos no mercado brasileiro, aumento de 28% ante o visto um ano antes. O capital comprometido com o Brasil, assim, atingiu R$ 170,3 bilhões, o maior valor desde 2011.

Os investimentos em participações no ano passado pelo setor também foram elevados, com um montante de R$ 13,5 bilhões, sendo que o setor financeiro foi o que mais recebeu recursos, com 19% do total, seguido pelo de alimentos e bebidas, com 15%.

Na outra ponta, os desinvestimentos totalizaram R$ 13,7 bilhões, alta de 34% em relação ao ano imediatamente anterior. O vice-presidente da Abvcap, Fernando Borges, que comanda o Carlyle no País, destaca que, apesar de os resultados das empresas terem decepcionado no primeiro trimestre deste ano, depois de um final de ano mais otimista, o momento é bom para investir.

"Toda semana tem alguém anunciando um deal", disse. Segundo ele, o gestor que já está no Brasil está aproveitando as oportunidades e fechando negócios. Para os fundos que captam em dólar o câmbio é favorável, há liquidez externa e pouca competição.

IMAGEM: Thinkstock