Finanças

Cai endividamento e cresce a capacidade de poupar do consumidor


Em média, 13% dos consumidores classificaram-se como muito endividados. Para 49% o poder de compra diminuiu em relação ao ano passado


  Por Redação DC 09 de Abril de 2018 às 11:40

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O grau de endividamento do consumidor caiu 7p.p. (pontos percentuais) nos primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado,  de acordo com a pesquisa da Boa Vista SCPC sobre endividamento, poder de compra e capacidade de pagamento do consumidor. 

Realizada entre os dias 30 de janeiro e 28 de fevereiro, com mais de 800 pessoas, em todo o Brasil, a pesquisa eletrônica constatou que em média 13% dos consumidores consideram-se muito endividados.

No ano passado, este percentual foi de 20%. Já 26% afirmaram estar mais ou menos endividados. 42% um pouco endividados e 19% alegaram não ter dívidas. Um aumento de 8p.p. em relação a 2017. 

 Sobre a percepção do poder de compra, houve um aumento do percentual dos consumidores que têm comprado mais. Em 2017, 11% tinham esta percepção, e agora são 19%. Por outro lado, caiu de 65% para 49% os que afirmam estar comprando menos em 2018, na comparação com o ano passado.

Para os que estão conseguindo manter o poder de compra, de um modo geral, prevalece a busca por qualidade ao realizarem a compra dos diversos itens da casa, em detrimento da promoção ou da marca.

A Boa Vista também identificou a capacidade de poupar dos brasileiros. Passou de 23% para 33% aqueles que afirmaram estar conseguindo poupar nos últimos seis anos. Já sete em cada dez informaram que não têm conseguido economizar. Por usa vez, a poupança (60%) é o investimento mais usado, seguida de previdência privada (13%) e fundos, ações, CDB e outras modalidades (31%).

A pesquisa também investigou a suficiência da renda familiar no pagamento dos gastos fixos da casa (como conta de água, luz, telefone, TV paga, conta do celular), no fim do mês. A dificuldade em pagar estes gastos atinge cerca de 50% dos consumidores.

Já 62% dos entrevistados se consideram um consumidor “equilibrado”. Aquele que compra o necessário, mas que, às vezes, excede os gastos. 27% definiram-se “conservadores”, que compram o mínimo possível e somente quando precisam, e 11% “consumistas”, que compram além do necessário.

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