Finanças

Brasil precisa de mais empresas de capital aberto


Avaliação é de executivo do banco Credit Suisse. É necessário que o mercado do país ganhe musculatura como a vista em outros países, como a China


  Por Estadão Conteúdo 31 de Janeiro de 2017 às 19:29

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A bolsa brasileira precisa que mais companhias abram capital para que o mercado do país ganhe musculatura como a vista em outros países, mesmo os emergentes, caso da China. 

Temos uma carência de boas histórias no mercado e de grandes companhias", disse o presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira, em conversa com jornalistas na conferência que o banco suíço realiza para investidores em São Paulo.

Para o chefe do Credit Suisse no Brasil, os investidores estão interessados em investir no País e a atratividade local cresce em termos relativos.

"Estamos vendo os investidores mais animados. Há um fluxo grande para a bolsa. O Brasil se beneficia porque as outras alternativas estão mais complicadas", diz, lembrando do caso do México, que há poucos anos competiu pelos investidores com o Brasil, mas que no momento vive uma situação mais frágil, em especial após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

Com um ambiente mais favorável, o mercado de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) começou a indicar um retorno. Pereira destacou as três empresas na fila para abrir capital em fevereiro (Unidas, Movida e Hermes Pardini) e disse que outras companhias podem vir a mercado em 2017. "Não me surpreenderia se tivermos 10 IPOs", disse.

A última abertura de capital na bolsa brasileira foi a da Alliar, em outubro. Apenas uma oferta ocorreu em 2015, a da Ourofino. No movimento oposto nesses dois anos diversas companhias fecharam o capital. Atualmente, há cerca de 350 com capital aberto na bolsa.

Em relação à economia brasileira, o presidente do Credit Suisse no Brasil acredita em um crescimento paulatino e que no último trimestre do ano o Produto Interno Bruto (PIB) já deve apresentar crescimento mais consistente, de algo em torno de 2%.

"Mas na comparação ano contra ano há um carregamento estatístico", disse.

Até por conta da ampla crise no Brasil, ele acredita que o processo de reestruturação das companhias ainda deve se estender.

Segundo ele, as companhias que entraram na crise moderadamente alavancadas viram a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) crescer diante da alta da Selic e aumento do spread bancário, ao passo que a geração de caixa minguou. "Agora temos que digerir essa situação."

FOTO: Thinkstock







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