Finanças

Bolsa bate recorde. dólar cai abaixo de R$ 3,70


Ibovespa fechou com ganho de 1,14%, aos 88.419,05 pontos, superando o recorde anterior registrado em 26 de fevereiro


  Por Estadão Conteúdo 01 de Novembro de 2018 às 19:38

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O bom humor no mercado internacional e as perspectivas otimistas em relação ao governo eleito do Brasil levaram o Índice Bovespa nesta quinta-feira (1/11), à sua terceira alta consecutiva, com a qual atingiu novo recorde histórico.

O índice fechou com ganho de 1,14%, aos 88.419,05 pontos, superando o recorde anterior, de 87.652,65 pontos, registrado em 26 de fevereiro. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 3,15%.

As bolsas de Nova York exerceram influência sobre o mercado brasileiro durante praticamente todo o pregão, inclusive nos momentos de fraqueza, pela manhã, quando o Ibovespa chegou a cair 0,38%.

O impulso mais forte veio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontando para uma possível aproximação da China. Pelo Twitter, Trump disse que teve uma conversa "muito boa" com o presidente chinês, Xi Jinping. 

Internamente, o destaque do dia foi a nomeação do juiz federal Sérgio Moro para o futuro superministério da Justiça.

Inicialmente, a notícia teve impacto neutro sobre os negócios, com avaliações positivas e negativas sobre o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

À tarde, ganhou força a avaliação mais otimista, que levou em conta a possibilidade do nome de Moro elevar a popularidade do novo governo, o que poderia favorecer o avanço da reforma da Previdência no Congresso.

"O cenário internacional ajudou bastante, embora as ações da Petrobras tenham sofrido forte desvalorização", disse Pedro Guilherme Lima, analista da Ativa Investimentos.

"No cenário político, a notícia sobre Sérgio Moro foi bem recebida, embora não tenha impacto algum na economia. O mercado possivelmente veja na nomeação dele um indicativo de maior popularidade do novo governo, o que elevaria as chances de aprovação da reforma da Previdência", disse.

Para o analista, a alta não foi maior devido à proximidade do feriado de Finados, que manterá a bolsa brasileira fechada nesta sexta-feira (2/11), enquanto os mercados americanos operam normalmente.

DÓLAR

O dólar começou novembro em queda, mesmo após ter recuado 8% em outubro, a maior desvalorização em 28 meses. Com a moeda americana perdendo força de forma generalizada ante divisas de emergentes, o dólar terminou o dia aqui em baixa de 0,82%, aos R$ 3,6979, perto das mínimas desta quinta-feira, 1. 

As declarações do presidente americano Donald Trump de que teve uma conversa muito boa com Xi Jinping, o presidente da China, com ênfase no comércio exterior, animaram os investidores mundo afora e fizeram o Ibovespa aqui bater máxima histórica no intraday. 

"O comportamento doméstico está positivo e pegou impulso numa melhora externa, com um cenário melhor para emergentes hoje", aponta o economista-chefe da Guide Investimentos, Victor Candido.

Para ele, a confirmação de que o juiz federal Sergio Moro será o novo ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL) corroborou o bom humor das mesas de operação, mas não chegou a ter impacto direto e significativo nos ativos.