Finanças

Bolsa bate novo recorde após alta de 1,19%


O índice Ibovespa fechou em 85.803 pontos mesmo após as agências classificadoras de risco sinalizarem que irão rebaixar a nota de crédito do país


  Por Estadão Conteúdo 20 de Fevereiro de 2018 às 19:30

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Um dia depois do governo jogar oficialmente a toalha pela reforma da Previdência, a Bolsa fechou o pregão superando sua máxima histórica, a 85.803 pontos, alta de 1,19%, com um volume de ações negociadas de R$ 12,34 bilhões.

O resultado do índice Ibovespa, que reúne as principais ações em comercialização da B3, se deu em meio aos comunicados das agências de classificação de risco que indicam um novo lote de rebaixamentos na nota de crédito do País. 

Flitch, Moody's e Austin emitiram notas ao mercado sinalizando que devem seguir o que já fez a S&P em janeiro, quando rebaixou de BB para BB- o rating do Brasil.

A reação positiva do mercado, na prática, foi possível, em primeiro lugar, graças a forte alta nas ações da Eletrobrás (alta de 8,65% nas ações ordinárias), estatal de energia que entrou para a berlinda nesta terça-feira após o governo colocar a privatização da elétrica na pauta da agenda alternativa à reforma da Previdência.

Os papéis da Petrobrás também avançaram de maneira importante, alta de 1,95% (PN) e 1,78% (ON). Em relatório, o Santander aponta que a estatal pode conseguir mais recursos se ampliar o modelo de parcerias internacionais para a atividade de refino de petróleo.

Fibria, com alta de 6,66%, e Suzano (+3,30%) continuaram a trajetória da segunda-feira, e ficaram entre os destaques positivos do Ibovespa.

Na ponta negativa, destaque para Pão de Açúcar, após os resultados do quarto trimestre e mudanças na administração.

DÓLAR

O dólar fechou em alta e de volta ao patamar de R$ 3,25 nesta terça-feira, acompanhando a cena externa. O dólar avançou 0,63%, a R$ 3,2555 na venda, depois de fechar a véspera em alta de 0,43%.

IMAGEM: Thinkstock