Finanças

BB reduzirá juros de capital de giro e cheque especial abaixo da Selic


Quedas das taxas ocorrerá independente da decisão do Copom, segundo o presidente do banco, Paulo Cafarelli


  Por Estadão Conteúdo 17 de Maio de 2018 às 14:33

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou que a instituição vai reduzir juros de algumas modalidades de crédito independente da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 6,50% ao ano, anunciada na última quarta-feira (16/05).

A queda das taxas ocorrerá, segundo ele, no cheque especial e na linha de capital de giro voltada às empresas. Segundo o executivo, a decisão do BC não pode ser encarada como uma surpresa porque não significa que a cada Copom tem de se fazer uma redução de juros.

"O Banco Central foi extremamente diligente tendo em vista o momento", disse, durante lançamento do projeto Orquestrando o Brasil, realizado nesta quinta-feira (17/05). 

A manutenção dos juros, conforme o presidente do BB, não ameaça de forma alguma a recuperação do crédito no País. Ele reafirmou que há uma retomada do crescimento, mas que não ocorrerá na velocidade que o banco gostaria.

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"É uma retomada do crescimento (do crédito) com base em uma crise absolutamente grande, mas não tenho dúvida de que vamos continuar nesse processo de retomada", afirmou Caffarelli, dizendo  que, neste momento, há uma série de efeitos externos que estão afetando o País.

Sobre dados divulgados recentemente e que motivaram a revisão das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o presidente do BB disse que, se a economia não vai crescer 3% este ano, vai se expandir 2,5%.

Dentro de um cenário de retomada da atividade, segundo ele, esse é um número "absolutamente forte". "E mostra uma tendência para o futuro de continuarmos com esse crescimento."

Caffarelli ressaltou que a demanda por crédito tem crescido no País e que mediante a retomada economia a tendência é que a procura por empréstimos fique ainda mais forte.

De acordo com ele, os números mostram que os desembolsos de crédito tanto para pessoa física quanto jurídica estão crescendo.

Disse ainda que a redução de juros que os bancos têm promovido não é sinônimo de que o crédito está retomando de forma mais fraca que o esperado, mas um ajuste em relação à queda da Selic e também a volta dos bancos para o crédito.

Sobre a possibilidade de as negociações da Odebrecht com os bancos para a obtenção de um crédito novo "terem um final feliz", Caffarelli disse que não comenta casos específicos.

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