Economia

Volume de serviços sobe 2,6% em julho


O desempenho do setor é desigual. Enquanto serviços de tecnologia da informação estão no maior nível da série histórica do IBGE, os voltados às famílias continuam em queda


  Por Estadão Conteúdo 11 de Setembro de 2020 às 17:32

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O volume de serviços prestados subiu 2,6% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados nesta sexta-feira, 11/09, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o resultado do indicador foi revisto de uma alta de 5% para um avanço de 5,2%.

Na comparação com julho do ano anterior, houve redução de 11,9% no volume de serviços prestados, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano foi de redução de 8,9%. Em 12 meses, os serviços acumulam queda de 4,5%, segundo o IBGE.

A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 1,4% em julho ante junho. Na comparação com julho de 2019, houve recuo de 12,8% na receita nominal.

LONGE DA RECUPERAÇÃO

Apesar de dois meses de altas, o setor de serviços ainda está longe de se recuperar totalmente do tombo provocado pela crise associada à covid-19, conforme os dados do IBGE.

Mesmo com as altas, o nível da atividade dos serviços ficou, em julho, 12,5% abaixo do registrado em fevereiro, antes da pandemia, e 22,2% abaixo do ponto máximo da série iniciada em 2012, que foi registrada em novembro de 2014.

Assim, o volume de serviços prestados ainda precisa crescer 14,3% para voltar ao nível de fevereiro, informou o IBGE.

Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, chamou a atenção para a heterogeneidade entre as diferentes atividades de serviços. A recuperação está mais rápida nos serviços de comunicação e informação e aqueles voltados para a demanda das empresas, como o transporte de cargas.

Isoladamente, os serviços de tecnologia da informação já se recuperaram totalmente e até atingiram, em julho, o maior nível de atividade da série histórica.

Por outro lado, os serviços prestados às famílias ainda estão muito longe da recuperação. O nível de atividade desse setor está 56,6% abaixo do nível de antes da pandemia, em fevereiro. Isso significa que, para voltar a esse patamar ainda precisam crescer 130,5%.

E ainda assim ficariam longe do ponto mais alto da série histórica do IBGE - em julho, os serviços prestados às famílias estavam 61,8% abaixo do pico, registrado em outubro de 2013.

Os serviços de transporte agregados estão num quadro melhor - 14,4% abaixo do nível de atividade de fevereiro, o que significa que precisam avançar ainda 16,8% para apagar as perdas com a pandemia. Só que, no desagregado, o segmento do transporte aéreo, com as viagens diretamente afetadas pelo isolamento social, ainda está 58,9% abaixo de fevereiro, o que significa que será preciso crescer ainda 143,6% para voltar ao nível pré-pandemia.

O pico da atividade do transporte aéreo foi registrado em maio de 2015 - em julho, essa atividade ainda estava 67,3% abaixo desse ponto máximo.

 

IMAGEM: Pixabay





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