Economia

Varejo paulista volta a criar empregos formais


Após três meses de saldo negativo, em abril, foram criados 2,3 mil empregos formais, resultado de 77,1 mil admissões e 74,8 mil desligamentos, de acordo com a FecomercioSP


  Por Redação DC 21 de Junho de 2018 às 11:14

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O mercado de trabalho do comércio varejista no Estado de São Paulo voltou a abrir novos postos de trabalho após três meses de saldo negativo.

Em abril, foram criados 2,3 mil empregos formais, resultado de 77,1 mil admissões e 74,8 mil desligamentos. Assim, o setor encerrou o mês com um estoque de 2.063.079 vínculos empregatícios, crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período de 2017.

No acumulado de 12 meses, 8,9 mil empregos com carteira assinada foram gerados, revertendo o cenário negativo observado nos dois anos anteriores.

Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

No comparativo anual, quatro das nove atividades analisadas registraram crescimento do estoque de empregados, com destaque para os segmentos de farmácias e perfumarias e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (ambos com elevação de 2,9%); e de autopeças e acessórios (1,1%).

Por outro lado, as lojas de móveis e decoração (-1,5%) e as lojas de vestuário, tecidos e calçados (-0,9%) apontaram as maiores quedas na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, tradicionalmente, o varejo registra mais desligamentos do que admissões no início de cada ano, e, em 2018, esse cenário não foi diferente. Vale ressaltar, porém, que as 26,1 mil vagas encerradas no primeiro quadrimestre representam o menor saldo negativo para o período desde 2013.

Segundo a Entidade, o cenário para o mês de maio ainda é incerto, uma vez que dois fatores importantes devem ser considerados: o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o setor, que poderia alavancar o processo de reação do mercado de trabalho; e, por outro lado, os impactos da paralisação dos caminhoneiros, que afetaram negativamente a confiança dos empresários.

Tais incertezas podem frear, ainda que pontualmente, as decisões de investimento das empresas, entre elas a geração de emprego com carteira assinada.

VAREJO PAULISTANO

Em abril, o varejo da capital criou 757 empregos com carteira assinada, resultado de 24 mil admissões contra 23,3 mil desligamentos. No acumulado de 12 meses, foram gerados 2,2 mil postos de trabalho formais.

O comércio paulistano encerrou o mês com um estoque total de 645,5 mil trabalhadores ativos, alta de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre as nove atividades pesquisadas, três registraram aumento no estoque de empregos celetistas em relação a abril de 2017: farmácias e perfumarias (4,2%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (3%); e autopeças e acessórios (1,3%). Por outro lado, destacaram-se negativamente, na mesma base comparativa, as lojas de móveis e decoração (-1,2%); e as concessionárias de veículos (-1,1%).

No mês, o desempenho das farmácias e perfumarias e das lojas de vestuário, tecidos e calçados foi determinante para o resultado geral positivo, com abertura de 408 e 206 novas vagas, respectivamente. Os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-333 empregos) e de concessionárias de veículos (-19 vagas) foram os únicos que eliminaram postos de trabalho formais.

METODOLOGIA 

A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo) analisa o desempenho do mercado de trabalho formal em 16 regiões do estado e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; matérias de construção; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; supermercados e outras atividades.

As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).