Economia

Serviços têm baixa recorde em março com início da pandemia


Apesar de terem começado a valer só nos últimos dez dias do mês, primeiros impactos das medidas de isolamento causaram forte efeito negativo no setor, segundo os economistas da ACSP


  Por Instituto Gastão Vidigal 14 de Maio de 2020 às 07:30

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Os primeiros impactos das medidas de isolamento social, determinadas para enfrentar a pandemia de coronavirus em março, aliados à baixa demanda, provocaram forte efeito negativo sobre o setor de serviços, apesar de terem
começado a valer só nos últimos 10 dias do mês. A avaliação é dos economistas do Instituto Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A divulgação do desempenho do setor no referido mês pelo (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  aponta que o volume transacionado apresentou recuo de 2,7%, sobre igual mês de 2019. Vale destacar que, em relação a fevereiro, houve queda recorde de 6,9%.

No acumulado de 12 meses, o crescimento se manteve estável em 0,7%, refletindo, porém, em quase sua totalidade o desempenho anterior ao período de isolamento social.

Na comparação anual, cresceram três das cinco atividades consideradas na Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, com as maiores contribuições positivas dadas pelos segmentos “outros serviços”, com destaque para os de tipo financeiro, “serviços de informação e comunicação”, impulsionados pelo home office, e “transportes, serviços
auxiliares e correios”, ainda pouco afetados pela quarentena.

O desempenho positivo desses segmentos não foi capaz, porém, de compensar a brutal contração observada nos
“serviços prestados às famílias”, devido principalmente à paralisação do funcionamento de hotéis e restaurantes. Por sua vez, o agregado turismo também mostrou intensa queda, na linha dos menores serviços prestados por hotéis, restaurantes, transporte aéreo e agências de viagens.

A perspectiva para os próximos dois meses deve ser de recuos intensos, em linha com a duração da quarentena. As atividades mais atingidas devem ser turismo, transporte, principalmente aéreo, hotéis e restaurantes. Na contramão, podem ser beneficiados informática e comunicação, serviços profissionais de TI e de saúde e assistência. 

FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil





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