Economia

São Paulo deve fechar 2018 com 9,9 milhões de empregos formais


Desse total, serviços é o que concentra o maior número de contratações no ano, com 7,387 milhões de vagas, segundo estimativa da FecomercioSP


  Por Agência Brasil 13 de Dezembro de 2018 às 16:32

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Um levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) constatou que o varejo, atacado e setor de serviços paulista, em conjunto, devem registrar a abertura de 99.897 postos de trabalho em 2018. De acordo com a estimativa da pesquisa, o ano deve fechar com mais de 9.9 milhões de empregos com carteira assinada no estado.

O varejo voltou a registrar saldo positivo de vagas em 2018, e projeta a abertura de 3.518 postos de trabalho. Dessa forma, a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista de São Paulo (PESP Varejo) aponta que o varejo paulista deve encerrar o ano com um estoque ativo de 2.092.727 trabalhos formais, leve alta de 0,2% em relação a 2017.

No comércio atacadista, estima-se a criação de 9.998 postos de trabalho com carteira assinada no Estado de São Paulo. Assim, o setor atacadista paulista deve encerrar o ano com um estoque ativo de 508.148, crescimento de 2% em relação ao ano passado.

SERVIÇOS 

O setor de serviços concentra o maior número de contratações em 2018, que deve fechar o cálculo em 86.381 postos de trabalho formais abertos até o final deste ano. O segmento deve encerrar o ano com um estoque ativo de 7.387.815 trabalhadores com carteira assinada, alta de 1,2% em relação a 2017.

A pesquisa apontou também a sazonalidade observada no mercado de trabalho ao longo de 2018. Segundo a federação, o varejo paulista apresentou saldo acumulado negativo no primeiro semestre desse ano devido à dispensa de trabalhadores temporariamente contratados no Natal de 2017.

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A FecomercioSP explica que alguns fatores foram decisivos para o baixo desempenho anual do comércio varejista, como a capacidade de investimento das empresas, de vendas ainda em patamares baixos em relação aos anos de melhor desempenho econômico, aumento das incertezas com o período eleitoral e a greve dos caminhoneiros.

Contudo, com a recente queda do desemprego, reação do investimento e crescimento maior do PIB, houve condições de retomar a geração de empregos com carteira assinada nos últimos meses do ano.

Os dados compõem as pesquisas de emprego no comércio varejista, atacadista e setor de serviços do Estado de São Paulo (PESP Varejo, Atacado e Serviços) por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

FOTO: Marcelo Casall/Agência Brasil