Economia

Retomada da indústria perde fôlego no início do ano


Segundo economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), fortalecimento da pandemia coloca em risco recuperação do setor industrial


  Por Instituto Gastão Vidigal 09 de Março de 2021 às 11:19

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


A retomada da atividade industrial mostrou perda de fôlego no início do ano. A perspectiva para os próximos meses poderia ser de continuidade de crescimento, em função da volta do benefício emergencial, do baixo nível de estoques e da menor base de comparação do ano passado. Contudo, o recrudescimento da pandemia e o ritmo de vacinação mais lento do que o esperado são fatores de risco para essa retomada.

De acordo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial cresceu 0,4% em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, livre de efeitos sazonais, em linha com as expectativas de mercado, anotando a nona alta seguida.

Em relação ao mesmo mês de 2020, mesmo com dois dias úteis a menos, houve aumento de 2,0%, embora marcadamente menos intenso que o observado na leitura anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade do setor seguiu mostrando contração (-4,3%), porém, menor do que a registrada em dezembro.

Essa desaceleração se explica fundamentalmente pela menor demanda por produtos industriais, em decorrência do fim do auxílio emergencial e da fraqueza do mercado de trabalho, além de refletir os efeitos negativos da pandemia sobre a produção de bens duráveis.

No contraste com janeiro de 2020, somente duas das quatro categorias de uso consideradas na pesquisa do IBGE apresentaram expansão, principalmente a de bens de capital, impulsionada pelos maiores preços de commodities no mercado internacional e pelo desempenho positivo do mercado imobiliário.

 

IMAGEM: Thinkstock





Publicidade






Publicidade









Publicidade