Economia

Projeção para o PIB cai; inflação se mantém estável


De acordo com o Relatório Focus, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,22% para queda de 3,30%.


  Por Estadão Conteúdo 31 de Outubro de 2016 às 09:35

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Relatório de Mercado Focus desta semana voltou a trazer mudanças, para pior, nas projeções de atividade no País.

Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passaram de retração de 3,22% para queda de 3,30%. Há um mês, a perspectiva era de recuo de 3,14%.

Há duas semanas, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 0,91% em agosto ante julho.

O indicador também atingiu o menor nível desde dezembro de 2009, num claro sinal de dificuldades para a retomada da atividade no Brasil.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC confirmaram, ao abordar a questão do crescimento, que "os indicadores de agosto situaram-se abaixo do esperado", mas ponderaram que oscilações tendem a ocorrer em momentos de estabilização da economia.

Para 2017, o Focus mostra que a percepção também piorou levemente. O mercado prevê para o País um crescimento de 1,21% no próximo ano, abaixo do 1,23% projetado uma semana e um mês antes. O BC trabalha com uma retração de 3,3% para o PIB em 2016 e com uma alta de 1,3% para 2017.

INFLAÇÃO

Já sob influência da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada, os economistas do mercado financeiro pouco mudaram suas projeções para a inflação.

O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - o indicador oficial de inflação - este ano passou de 6,89% para 6,88%.

Há um mês, estava em 7,23%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5,00%. Há quatro semanas, apontava 5,07%.

Na ata, que justificou a decisão do Copom de reduzir a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano, o colegiado do BC afirmou que cortes maiores dependerão da retomada da desinflação de serviços e de avanços no ajuste fiscal.

A inflação de alimentos, que em documentos anteriores era citada pelo BC, deixou de ser um dos principais problemas para o afrouxamento monetário.

A instituição também confirmou na ata suas projeções para a inflação nos próximos anos, pelo cenário de referência: 7,0% em 2016, 4,3% em 2017 e 3,9% em 2018.

Na última sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu que as faturas de energia terão a cobrança da chamada "bandeira amarela" no próximo mês. O impacto sobre as projeções do IPCA de novembro, no entanto, somente será captado pelo Focus na próxima semana.

PREÇOS ADMINISTRADOS

O Relatório de Mercado Focus mostrou mudanças nas projeções para os preços administrados, mas apenas no próximo ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2016 seguiu em 6,00%.

Para o próximo ano, a mediana foi de alta de 5,28% para avanço de 5,20%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,20% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,50% em 2017.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o colegiado do BC informou que espera alta de 6,2% para os preços administrados em 2016, de 5,8% para 2017 e de 5,1% para 2018.

Na última sexta-feira (28/10), porém, surgiu um fator novo: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu que as faturas de energia terão a cobrança da chamada "bandeira amarela" no próximo mês. O impacto disso sobre as projeções do IPCA de novembro será captado pelo Focus na próxima semana.

IGPs e IPC-Fipe

O Relatório de Mercado Focus mostrou ainda que a mediana do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 2016 passou de 7,31% para 7,29% da última semana para esta. Há um mês, estava em 7,94%.

Para o ano que vem, a mediana das previsões foi de 5,43% para 5,38%. Quatro levantamentos atrás estava em 5,50%. Os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

Outro indicador, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, passou de 7,65% para 7,53% nas projeções dos analistas para 2016. Quatro levantamentos antes estava em 8,01%. Para 2017, a previsão foi de 5,33% para 5,41% - um mês atrás estava em 5,50%.

A mediana das previsões para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) de 2016 permaneceu em 6,65%. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 7,07%. Para 2017, as expectativas para a inflação de São Paulo seguiram em 5,55%, ante 5,12% no mês anterior;

IMAGEM: Thinkstock





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