Economia

Produção industrial paulista bate recorde em junho


A alta mensal de 14,8% foi expressiva, mas totalmente influenciada pela base fraca de maio, impactada pela greve dos caminhoneiros


  Por Estadão Conteúdo 09 de Agosto de 2018 às 14:56

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A recuperação da indústria em junho, após o tombo provocado pela greve dos caminhoneiros no fim de maio, levou a produção industrial de São Paulo a registrar recorde. A alta de 14,8% em junho ante maio foi a maior da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.

Segundo Bernardo Almeida, analista da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, as altas registradas no Paraná (28,4%), em Mato Grosso (25,6%), em Goiás (20,8%), no Rio Grande do Sul (17,0%) e em Santa Catarina (16,8%) também foram recordes na série histórica.

A única série que não foi na série iniciada em 2002 é a da produção industrial de Mato Grosso, incluída na pesquisa do IBGE em 2012.

Para Almeida, a recuperação da paralisação dos caminhoneiros foi o grande destaque de junho - é difícil separar outros fatores que possam explicar as altas recordes fora desse contexto. Alguns Estados tiveram altas mais intensas por terem seus parques industriais concentrados nas atividades que mais sofreram em maio e, consequentemente, mais se recuperaram em junho, como é o caso das indústrias automotiva e de alimentos.

"O Paraná tem uma indústria automotiva muito influente, assim como a alimentícia", afirmou Almeida. No caso de Mato Grosso, a indústria alimentícia, especialmente o processamento de carne bovina, é o destaque.

Na contramão, o fato de o Amazonas ter registrado queda de 1,1% na produção industrial em junho ante maio já era esperado, informou o analista do IBGE.

Por causa da produção de TVs na Zona Franca de Manaus, houve forte crescimento da produção industrial local no início do ano, de olho na alta de demanda provocada pela Copa do Mundo de futebol. Esse comportamento sazonal é comum nos anos da maior competição esportiva do mundo, disse Almeida.

 

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