Economia

Produção industrial cresce 0,1% em abril sobre março


Na comparação com igual período do ano passado, ritmo de atividade das fábricas caiu 7,2%, de acordo com o IBGE


  Por Estadão Conteúdo 02 de Junho de 2016 às 10:02

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A produção industrial subiu 0,1% em abril em relação a março, na série com ajuste sazonal, de acordo informações divulgadas hoje (02/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado está dentro das expectativas dos analistas ouvidos pela AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 1,50% até uma expansão de 0,40%, com mediana negativa de 0,90%.

Em relação a abril de 2015, a produção caiu 7,2%. Nesta comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de retração de 10,52% a 6,10%, com mediana negativa de 8,70%. No ano, a produção da indústria acumula queda de 10,5%. Em 12 meses, o recuo é de 9,6%.

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SETORES

A indústria registrou avanço na produção em 11 dos 24 ramos pesquisados na passagem de março para abri. Entre os setores, os principais impactos positivos foram os aumentos registrados por produtos alimentícios (4,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,0%).

O setor de alimentos apontou a segunda alta consecutiva, acumulando nesse período um crescimento de 10,9%. Já o de biocombustíveis conseguiu eliminar parte do recuo de 6,7% verificado em março.

O resultado de ambos em abril foi impulsionado pela antecipação da moagem da cana-de-açúcar, que beneficiou tanto a produção de açúcar quanto a de álcool.

"Houve melhora das condições climáticas, um clima mais seco na região Centro-Sul. Esses produtos têm comportamento mais positivo em relação não apenas a março mas também em relação a abril de 2015. Teve antecipação da safra de cana, ela começou a ser processada antes", diz André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Os dois segmentos tiveram influência importante para explicar a ligeira alta de 0,1% na indústria em abril ante março, ressaltou Macedo. Mas outras contribuições positivas importantes foram das indústrias extrativas (1,3%), celulose, papel e produtos de papel (2,7%), máquinas e equipamentos (2,0%), bebidas (2,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,9%).

"Ainda há predomínio de atividades em queda. Entre as 24 atividades, 13 mostram resultado negativo", ponderou o pesquisador.

Dentre os treze ramos que reduziram a produção, os destaques foram veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,9%). As duas atividades vinham de avanços no mês anterior: 2,0% e 10,5%, respectivamente.

Outros impactos negativos relevantes foram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,6%), metalurgia (-2,5%), outros equipamentos de transporte (-5,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,1%), produtos de metal (-1,3%) e produtos do fumo (-11,9%).

REVISÃO

O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de fevereiro ante janeiro, de -2,7% para -2,9%.

A produção de bens de capital também foi revista, de 2,2% para 3,0% em março em relação a fevereiro. Já a fabricação de bens intermediários, no período, saiu de 0,1% para -0,1%, enquanto a produção de bens de consumo duráveis passou de 0,3% para -0,3%.

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Foto: Thinkstock






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