Economia

Produção industrial caiu 0,7% em agosto, diz IBGE


A redução de ritmo foi registrada em 15 dos 26 ramos de atividades pesquisados. No ano, a indústria acumula alta de 9,2%


  Por Estadão Conteúdo 05 de Outubro de 2021 às 11:28

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A produção industrial caiu 0,7% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 5/10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a agosto de 2020, a produção também recuou 0,7%. A indústria acumula alta de 9,2% no ano de 2021. Em 12 meses, a produção acumula avanço de 7,2%.
 
A produção da indústria de bens de capital caiu 0,8% em agosto ante julho. Na comparação com agosto de 2020, o indicador avançou 29,9%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF). No acumulado em 12 meses, houve elevação de 29,8% na produção de bens de capital.
 
Em relação aos bens de consumo, a produção registrou queda de 0,1% na passagem de julho para agosto. Na comparação com agosto de 2020, houve redução de 4,3%. No acumulado em 12 meses, a produção de bens de consumo cresceu 4,1%.
 
Na categoria de bens de consumo duráveis, a produção recuou 3,4% em agosto ante julho. Em relação a agosto de 2020, houve queda de 17,3%. Em 12 meses, a produção subiu 12,2%.
 
Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve elevação de 0,7% na produção em agosto ante julho. Na comparação com agosto do ano anterior, a produção caiu 0,8%. A taxa em 12 meses ficou positiva em 2,2%.
 
Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção caiu 0,6% em agosto ante julho. Em relação a agosto do ano passado, houve uma queda de 2,1%. No acumulado em 12 meses, os bens intermediários tiveram alta de 6,6%.
 
O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou queda de 0,8% em agosto.
 
ATIVIDADES

O recuo de 0,7% na produção industrial em agosto ante julho foi resultado de uma redução de ritmo em 15 dos 26 ramos pesquisados.

As principais influências negativas foram de outros produtos químicos (-6,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%).

Outras contribuições negativas relevantes partiram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,0%), produtos de borracha e de material plástico (-1,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,6%) e celulose, papel e produtos de papel (-0,8%).

Na direção oposta, entre as onze atividades com expansão, os destaques foram produtos alimentícios (2,1%), bebidas (7,6%) e indústrias extrativas (1,3%), embora também tenham ocorrido crescimentos relevantes em metalurgia (1,1%), produtos de madeira (3,0%) e produtos têxteis (2,1%).

 

IMAGEM: Thinkstock






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