Economia

Previsão de desempenho do varejo no primeiro trimestre não é animadora


Segundo economistas da ACSP, as novas restrições às atividades econômicas, somadas à falta do auxílio emergencial, fizeram o setor perder fôlego


  Por Instituto Gastão Vidigal 23 de Março de 2021 às 12:39

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


O varejo, no início de 2021, continuou perdendo folego pela falta do auxílio emergencial e pelo recrudescimento da pandemia. A lenta vacinação, o surgimento de uma segunda onda da covid-19, as novas medidas restritivas (fase vermelha e emergencial) e a queda da confiança do consumidor em fevereiro e março deverão manter essa tendência de arrefecimento para o varejo restrito durante o primeiro trimestre.

Em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo restrito (que não incluem veículos e material de construção) e do ampliado (que consideram todos os segmentos) apresentaram quedas de 0,3% e 2,9%, respectivamente, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Essas retrações ficaram abaixo das expectativas de mercado, e interromperam uma sequência de aumentos nas vendas, registrados durante o segundo semestre de 2020. Em 12 meses, ambos tipos de varejo também apresentaram piora em relação à leitura anterior, com alta de 1,0% e recuo de 1,9%, respectivamente.

 

 

Segundo a equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), esses resultados, de maneira geral, se explicam pela ausência do auxílio emergencial, frente à queda da renda e do emprego, pelo recrudescimento da pandemia, que gerou restrições ao funcionamento do comércio e pelas elevações de preços dos alimentos.

Frente a essa situação, dizem os economistas da ACSP, as famílias continuaram priorizando o consumo de itens essenciais e relacionados com a maior permanência nos lares, tais como farmácias, supermercados e materiais de construção, cujas vendas seguiram em expansão.

Pelos mesmos motivos, foram anotadas contrações nas vendas de tecidos, vestuário e calçados – a maior contribuição negativa – e móveis e eletrodomésticos, em linha com o antecipado pelo Balanço de Vendas, divulgado pela ACSP em janeiro, além de veículos e artigos de escritório e informática.






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