Economia

Prévia do PIB revela recuo de 0,9% em julho


No acumulado deste ano, a retração foi de 5,29% segundo levantamento do Banco Central. Pesquisa da FGV mostra que tendência para o indicador é positiva


  Por Estadão Conteúdo 19 de Setembro de 2016 às 13:17

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Após subir 0,37% em junho (dado já revisado), a economia brasileira voltou a registrar leve retração em julho. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do mês teve baixa de 0,09% ante junho, informou na manhã desta segunda-feira (19/09), a instituição.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros (Selic).

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. 

É uma prévia do indicador oficial sobre o desempenho da economia - que é o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 134,48 pontos para 134,36 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. 

No acumulado deste ano, a retração foi de 5,29% pela série sem ajustes sazonais. 
Também pela série observada, é possível identificar um recuo de 5,65% nos 12 meses encerrados em julho.

Na comparação entre os meses de julho de 2016 e 2015, houve baixa de 5,20% também na série sem ajustes sazonais. A série observada encerrou com o IBC-Br em 136,00 pontos, ante 134,84 de junho.

Em janeiro, o Banco Central promoveu uma revisão na apuração do IBC-Br para incorporar a estrutura de produtos e avanços metodológicos do Sistema de Contas Nacional, entre outros indicadores. 

Conhecido como "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A atual previsão oficial do BC para a atividade doméstica deste ano é de queda de -3,3%, de acordo com o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). 

FGV IDENTIFICA TENDÊNCIA DE ALTA

Um levantamento que busca antecipar tendências para o Produto Interno Bruto (PIB) mostra que houve elevação de 0,26% em julho ante junho. O dado é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB divulgado nesta segunda-feira (19/09).

O resultado representa a segunda variação positiva consecutiva nesse tipo de comparação. O indicador busca antecipar a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial.

No trimestre móvel encerrado em julho, houve queda de 0,49% ante o trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril.
Segundo a FGV, a taxa foi a menos negativa em seis trimestres consecutivos. "Estes dois resultados apontam melhora da atividade econômica com relação ao ano de 2015", avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O PIB acumulado em 12 meses até julho ficou em -4,9%, mantendo a perda registrada em 12 meses até junho, apontou a FGV.

FOTO: Thinkstock

 





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