Economia

Preços na porta de fábrica sobem 1,50% em setembro, diz IBGE


Os preços dos bens de consumo subiram 0,78% em setembro, depois de uma alta de 0,92% em agosto; a taxa em 12 meses do IPP ficou positiva em 2,68%


  Por Estadão Conteúdo 26 de Outubro de 2017 às 10:40

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 1,50% em setembro, informou nesta quinta-feira (26/10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de agosto foi revisada de uma elevação de 0,31% para avanço de 0,29%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação.

Com o resultado anunciado nesta quinta, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 0,48% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 2,68%.

Considerando apenas a indústria extrativa, houve avanço de 14,05% em setembro, após a alta de 6,21% registrada em agosto. Já a indústria de transformação registrou elevação de 1,08% em setembro, ante um crescimento de 0,11% no IPP de agosto.

BENS DE CAPITAL

Os bens de capital ficaram 0,29% mais baratos na porta de fábrica em setembro, segundo os dados do IPP, que inclui a indústria extrativa e de transformação, divulgados pelo IBGE. O resultado ocorre após os preços já terem recuado 0,26% em agosto.

Os bens intermediários registraram avanço de 2,24% nos preços em setembro, ante uma ligeira redução de 0,01% em agosto.

Já os preços dos bens de consumo subiram 0,78% em setembro, depois de uma alta de 0,92% em agosto. Dentro dos bens de consumo, os bens duráveis tiveram alta de 0,48% em setembro, ante aumento de 0,07% no mês anterior. Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiram 0,88% em setembro, após a elevação de 1,19% registrada em agosto.

A alta de 1,50% do IPP de setembro teve contribuição de -0,03 ponto porcentual de bens de capital; 1,25 ponto porcentual de bens intermediários e 0,28 ponto porcentual de bens de consumo.

No âmbito dos bens de consumo, os bens de consumo duráveis contribuíram com 0,04 ponto porcentual, enquanto o impacto de bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 0,24 ponto porcentual.

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