Economia

Preços em supermercados sobem 0,39% em setembro


Cesta composta por 35 itens de largo consumo chegou a R$ 460,29, de acordo com pesquisa da GfK e Abras, que prevê alta de 10,27% nas vendas de Natal


  Por Estadão Conteúdo 30 de Outubro de 2018 às 13:18

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Os preços de produtos em supermercados brasileiros subiram 0,39% em setembro de 2018 na comparação com agosto do mesmo ano, de acordo com a Abrasmercado, cesta composta por 35 produtos de largo consumo pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O preço total da cesta chegou a R$ 460,29 em setembro, ante R$ 458,53 em agosto. Na comparação com setembro de 2017, houve alta de 3,07%.

Entre as maiores altas de setembro, estão produtos como arroz, cujo preço subiu 4,39%, e frango congelado, com alta de 3,64%. Já entre as maiores quedas estão a cebola, que recuou 24%, e o sabão em pó, com queda de 17,48%.

Para o diretor de relacionamento da GfK, Marco Aurélio, a tendência é que a cesta termine o ano com alta de preço em torno de 3,5%.

Ele avalia que o arrefecimento da depreciação do real ante o dólar contribui para reduzir a pressão por aumentos de preço em categorias dolarizadas, como farinha de trigo e pães. 

NATAL OTIMISTA

As redes de supermercados estão mais otimistas com o Natal deste ano em comparação a 2017. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) projeta que as vendas de fim de ano no setor devem subir 10,27% em termos nominais, estimativa mais favorável do que no ano passado.

Em 2017, a Abras havia projetado crescimento de 8,34% nas vendas de Natal e o resultado de fato registrado nas vendas em dezembro foi de 5,58%.

Para o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o maior otimismo dos varejistas este ano está associado a uma expectativa de recuperação da confiança dos consumidores após o período eleitoral, que foi de maior incerteza.

A expectativa mais favorável dos varejistas deve se refletir ainda na contratação de funcionários temporários. Segundo o levantamento da Abras, 33% das empresas devem contratar temporários ante um porcentual de 23% que declararam intenção de contratar para esse período de festas no ano passado.

NOVO GOVERNO

O presidente da Abras avaliou que os empresários de forma geral têm uma expectativa positiva com relação ao governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. "Empresários são a favor de uma visão liberal na economia e o que se ouviu durante a campanha vem nessa direção", acrescentou.

Sanzovo Neto avaliou que se espera uma evolução em temas como as reformas da Previdência, Tributária e Política.

O executivo ainda considerou que a confiança de empresários e consumidores tende a aumentar, agora que o período eleitoral se encerrou. "O processo de eleição foi bastante apreensivo, gerou conflitos. Essa apreensão deve aliviar agora", concluiu.

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