Economia

Preços da cesta básica têm grande variação nas capitais


Preço aumento em nove cidades e diminuiu em oito entre setembro e outubro, segundo o Dieese. Já o índice Ceagesp subiu 0,71% em igual período


  Por Agência Brasil 06 de Novembro de 2019 às 14:38

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Entre setembro e outubro de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais, a cesta básica, aumentou em nove cidades e diminuiu em oito, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 capitais e divulgada nesta quarta-feira (06/11).

As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (5,21%), Campo Grande (3,10%) e Goiânia (1,12%). As quedas mais importantes foram observadas em Natal (-3,03%) e João Pessoa (-2,34%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 473,59), seguida por Porto Alegre (R$ 463,24), Rio de Janeiro (R$ 462,57) e Florianópolis (R$ 458,28). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 325,01) e Natal (R$ 341,90).

Em 12 meses, entre outubro de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-5,11%) e Fortaleza (-1,58%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 1,76%, em Florianópolis, e 10,62%, em Goiânia.

Em 2019, 10 municípios pesquisados tiveram taxas positivas, com destaque para Vitória (6,06%) e Recife (5,57%). Outras sete cidades mostraram redução, a mais expressiva em Aracaju (-9,40%).

Com base na cesta mais cara que, em outubro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o salário mínimo necessário.

Em outubro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em setembro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo vigente. Já em outubro de  2018, o valor necessário foi de R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.

NA CEAGESP

O índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) encerrou outubro com alta de 0,71%, em comparação com o mês anterior. Todos os setores apresentaram alta no atacado, com exceção do setor de Diversos, que registrou queda pelo terceiro mês consecutivo.

"Para os próximos meses, com a chegada da estação das chuvas, existe a possibilidade de elevações dos preços dos alimentos e perda de qualidade", prevê a Ceagesp, em comunicado.

No período de janeiro a outubro de 2019, foram comercializadas no entreposto de São Paulo cerca de 2.657.082 toneladas ante 2.523.298 toneladas negociadas no mesmo período de 2018 - uma elevação de 5,3% ou 133.784 toneladas.

"Duas ocorrências no ano passado contribuíram com esse porcentual de crescimento entre 2019 e 2018, que foram a greve dos caminhoneiros em maio e dos funcionários da Ceagesp entre fim de julho e começo de agosto, quando não houve recolhimento das notas fiscais de entrada", diz a companhia.

Em outubro, o setor de frutas subiu 0,28%. As principais altas foram: carambola (42,6%), limão taiti (33,5%), abacate margarida (22,3%), kiwi estrangeiro (17,6%) e laranja pera (15,8%). As principais quedas ocorreram com o mamão havaí (-42,9%), acerola (-15,9%), banana nanica (-14,9%), mamão formosa (-14,3%) e banana prata (-10,7%).

O setor de legumes registrou alta de 1,83% no mês passado. Os principais aumentos ocorreram com: ervilha torta (47,2%), berinjela (33,8%), quiabo (29,9%), cará (21,0%), jiló (18,7%) e pimentão verde (17,3%). As principais quedas foram registradas nos preços do chuchu (-21,8%), pimenta cambuci (-15,8%), cenoura (-14,2%), berinjela japonesa (-13,7%) e abobrinha brasileira (-13,6%).

O setor de verduras teve alta de 1,35%. As principais altas registradas foram: coentro (74,5%), couve flor (38,0%), rúcula (33,7%), brócolis (29,0%), rabanete (27,3%) e erva doce (24,5%). As maiores baixas se deram nos preços do salsão (-25,5%), do louro (-16,0%), da hortelã (-14,8%), do alho poró (-13,7%), da beterraba com folhas (-12,8%) e do nabo (-12,4%).

O setor de diversos registrou forte queda de 5,99%. As principais baixas ficaram por conta da cebola nacional (-29,5%), batata lavada (-12,9%) e asterix (-3,8%) e do alho nacional (-2,3%). As principais altas foram do alho estrangeiro chinês (9,1%), amendoim com casca (4,1%) e coco seco (1,3%).

O setor de pescados subiu 3,60%. As principais altas foram da tainha (23,5%), da pescada (21,2%), da pescada tortinha (20,5%), da sardinha fresca (16,7%), da betara (15,8%) e da abrótea (15,1%). As principais quedas ocorreram na cavalinha (-15,1%), lula congelada (-13,9%) e com a corvina (-2,0%).

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