Economia

Preços da cesta básica caem em 13 capitais


A maior queda de preços ocorreu em João Pessoa (-3,9%), de acordo com o Dieese. São Paulo teve em fevereiro a segunda cesta mais cara (R$ 437)


  Por Agência Brasil 06 de Março de 2018 às 12:48

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O valor do conjunto de alimentos essenciais dos brasileiros caiu, em fevereiro, em 13 das 20 capitais onde é feita a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas demais localidades, houve aumento.

O resultado mostra uma situação mais vantajosa para o bolso dos consumidores, já que em janeiro, os preços subiram em todas as capitais pesquisadas.

A maior queda de preços foi em João Pessoa (-3,9%). Em seguida, vieram Natal (-3,2%) e Campo Grande (-2,9%). Entre as sete capitais em que a cesta ficou mais cara, os destaques foram Belém (3,3%) e Fortaleza (2%).

A cesta de preço mais alto foi a do Rio de Janeiro (R$ 438), capital que, em janeiro, tinha registrado o segundo maior valor, depois de Porto Alegre.

São Paulo teve em fevereiro a segunda cesta mais cara (R$ 437); Porto Alegre, a terceira (R$ 434); e a quarta, a de Florianópolis (R$ 425).

Em sentido oposto, as cestas mais em conta foram as de Salvador (R$ 336) e de Aracaju (R$ 341).

No acumulado entre fevereiro de 2017 e igual mês deste ano, houve queda de preços em 13 cidades – as mais expressivas ocorreram em Manaus (-4,9%), Goiânia (-4,2%) e Belém (-4,1%). As maiores altas abrangem sete capitais, com destaque para Recife (3,4%) e Rio de Janeiro (3,2%).

No primeiro bimestre, entretanto, todas as cidades tiveram aumentos. Entre as que tiveram maiores correções estão Fortaleza (7,6%), Brasília (7,6%) e João Pessoa (7,4%). As menores taxas acumuladas foram constatadas em Aracaju (0,46%) e em Goiânia (0,96%).

O salário mínimo ideal calculado pelo Dieese ficou em R$ 3,6 mil ou 3,86 vezes o salário mínimo nacional (R$ 954).

O teto é estimado com base no maior valor da cesta e leva em consideração as necessidades básicas (alimentos, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência) de uma família com quatro pessoas.

No mês passado, pelo cálculo do Dieese, o valor ideal seria R$ 3,6 mil ou 3,90 vezes o salário mínimo de até então (R$ 937).

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