Economia

Preços da Ceagesp têm forte alta de 5,86% em agosto


Chuva abaixo da média e frio reduziram a produção e puxaram o resultado, segundo a central de abastecimento


  Por Estadão Conteúdo 06 de Setembro de 2018 às 19:40

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Preços da Ceagesp apresentou expressiva alta de 5,86% em agosto ante julho, conforme nota da central de abastecimento divulgada nesta quinta-feira (6/09).

O motivo foi a chuva abaixo da média histórica, que reduziu a produção de hortaliças, frutas e legumes, e também do frio. O setor de legumes teve alta de 20,86%, com destaque para produtos que tiveram aumento de mais de 50%: pepino, abobrinha e pimentão.

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Entre as hortaliças, também houve expressivo avanço de preços no mês passado, de 9,35%. "Mas vale notar que esse setor vinha de três baixas seguidas", diz a Ceagesp. "Todos os setores (de alimentos) apresentaram alta, com exceção do setor de diversos."

Em agosto, o setor de frutas apresentou elevação de 4,22% nos preços médios. As principais altas ocorreram com figo (45,3%), mamão havaí (29,8%), goiaba branca (28,9%), laranja lima (25,3%), atemoia (23,3%) e caju (21,9%).

No segmento de legumes, as principais altas em agosto foram em pepino japonês (91,6%), pepino caipira (61,7%) e pepino comum (45,5%), pimentões vermelho (83,2%) e amarelo (59,3%), abobrinhas brasileira (55,8%) e italiana (50,8%), tomate cereja (47,4%) e jiló (39,2%).

O setor de verduras apresentou forte alta de 9,35%. As principais elevações ocorreram com o brócolis ramoso (35%), milho verde (24,6%), escarola (23,9%), rúcula (15,4%), alface crespa (15,0%) e rabanete (14,6%).

Apenas o setor de diversos teve queda, na média de preços, de 7,79% em agosto ante julho. As principais ocorreram com a cebola nacional (-21,3%), alho nacional (-18,7%), batata beneficiada lisa (-18,6%), alhos estrangeiros argentino (-12,8%) e chinês (-11,7%) e coco seco (-11,6%). Já o setor de pescados subiu 1,39%.

O setor de pescados subiu 1,39%. As principais elevações foram registradas nos preços da anchova (36,9%), do camarão ferro (19,3%), da lula congelada (14,3%), da tainha (13,0%) e do robalo (11,3%).

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