Economia

Preço dos alimentos desacelera inflação de agosto


Redução nos preços de alguns dos principais alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros, como o tomate e a batata, aconteceu por questão de aumento de oferta nos pontos de venda


  Por Redação DC 06 de Setembro de 2019 às 09:15

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A inflação de agosto desacelerou para 0,11%, após registrar alta de 0,19% em julho. O resultado foi influenciado, principalmente, pela deflação nos grupos Alimentação e bebidas (-0,35%) e Transportes (-0,39%). Habitação, com alta de 1,19% foi o grupo que pressionou positivamente a inflação. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE.

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a redução nos preços de alguns dos principais alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros aconteceu por questão de aumento de oferta nos pontos de venda. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o tomate (-24,49%), a batata inglesa (-9,11%) e as hortaliças e verduras (-6,53%).

No grupo dos Transportes, o maior impacto veio do preço das passagens aéreas, que tiveram redução de 15,66%, depois de altas de 18,90% e 18,63% em junho e julho, respectivamente.

“Após os reajustes nos meses de férias, as passagens ficaram com uma base mais alta, e agora voltam para uma base mais baixa”, diz Kislanov.

No lado das altas, o grupo Habitação foi o principal impacto positivo no IPCA, influenciado pelo aumento de 3,85% na energia elétrica. Isso ocorreu em razão da entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 1, em agosto, que acrescenta às contas de luz uma cobrança de R$ 4,00 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

DEFLAÇÃO

No mês, entre as 16 regiões onde o IBGE capta a inflação, sete tiveram deflação. Os preços em agosto ficaram menores em Vitória (-0,50%), Aracaju (-0,47%), São Luís (-0,31%), Campo Grande (-0,21), Belém (-0,20), Rio de Janeiro (-0,06) e Porto Alegre (-0,04%).

Em Vitória, a queda nos preços foi pressionada pela redução de 6,48% no valor das tarifas de energia elétrica, vigente desde 7 de agosto. Isso provocou deflação de 8,64% nesse item.

“Nessa época do ano é comum a inflação ser mais baixa, porque os aumentos dos preços monitorados, como por exemplo ônibus urbanos, costumam se concentrar no início do ano”, conclui o gerente da pesquisa.

*Com informações da Agência IBGE