Economia

Preço de alimentos frescos começa a desacelerar em novembro


Indicador da Ceagesp subiu 0,67% ante 2,73% em outubro. A baixa demanda, o câmbio e o clima influenciaram


  Por Agência Brasil 08 de Dezembro de 2016 às 15:16

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A intensidade de alta de cerca de 150 produtos que compõem o índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) diminuiu em novembro, com a taxa caindo de 2,73% para 0,67%.

De janeiro a novembro, foi constatado um avanço de 6,17% e, nos últimos 12 meses, de 5,51%. O índice foi lançado em 2009, e reflete as oscilações verificadas no conjunto de alimentos frescos mais representativos do comércio atacadista da Ceagesp.

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Em comparação com igual período do ano passado, também há um comportamento de recuo dos preços. Em novembro de 2015, a taxa acumulada do ano tinha sido 8,22% e, em 12 meses, 15,03%.

Flávio Godas, economista da Ceagesp, lembrou que há um ano houve um impacto de chuvas fortes sobre as cotações nesse período analisado.

Já neste ano, há o fator da baixa demanda empurrando preços para baixo, mas há também correções de alta puxadas pelo câmbio e pelo clima, afirma.

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“Com exceção das frutas, a tendência é de queda, mas no caso dos legumes e das verduras nem tem margem para cair mais, porque já estão muito baratos e isso afetaria o custo.”

De acordo com Godas, de janeiro a outubro, houve queda de 6% no volume comercializado, o equivalente à redução de 170 mil toneladas.

Esse comportamento foi consequência tanto da crise econômica quanto da alta do dólar e do clima (estiagem ou excesso de chuvas).

O economista informou que 18% das frutas vendidas nesse entreposto são importadas, e como estão mais caras por causa do impacto do dólar, a oferta deve diminuir neste final de ano. Entre os itens, estão ameixas, pêssegos, damasco e uva.

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Em novembro, já houve uma elevação de 1,93% nas frutas. As maiores altas foram: abacate (34%), carambola (22,1%), laranja lima (15,4%), banana prata (11,7%) e goiaba (10,9%).

No caso da banana, a alta foi provocada pelas chuvas que atingiram a região produtora do Vale do Ribeira. Já em relação à laranja, este produto e os demais citros estão em período de entressafra.

VERDURAS

No período também foi registrada leve elevação das verduras de 0,94%, com destaque para o coentro (89,1%), rabanete (28,8%), brócolis (24%), almeirão (23,1%) e nabo (21,2%).

As principais quedas foram do milho verde (-18,5%), alho porró (-12,5%) e cebolinha (-10,3%).

O mesmo ocorreu em relação aos pescados (2%). Entre que mais subiram estão o atum (27,8%), tainha (23,9%), lula (16,1%), corvina (15,7%) e espada (11,3%).

As principais quedas foram da anchova (-18,6%), robalo (-14,7%), pescada goete (-10,2%) e cascote (-4,3%). 

PREÇO DA CESTA BÁSICA CAI 1,49% NA SEMANA

O preço da cesta básica paulistana recuou 1,49% no período de 2 a 8 de dezembro, aponta levantamento da Fundação Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O preço médio passou de R$ 671,13 em 1º de dezembro para R$ 661,15 nesta quinta-feira (08/12).

Na divisão por grupos, alimentação recuou 1,75%, limpeza caiu 1,02% e higiene pessoal aumentou 0,96%.

Na lista dos 39 produtos pesquisados, 25 diminuíram de preço, 12 apresentaram alta e 2 permaneceram estáveis.

A principal baixa foi da batata, que recuou 14,44%. Na sequência aparecem linguiça fresca (-6,32%), carne de primeira (-5,19%), feijão carioquinha (-5,17%) e alho (-4,35%). As maiores altas foram do extrato de tomate (4,69%), amaciante (3,31%), queijo mussarela fatiado (3,07%), ovos brancos (2,16%) e papel higiênico fino branco (1,94%).

FOTO: Thinkstock






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