Economia

PIB do Estado de São Paulo recua 2,6% no segundo trimestre


Ele foi estimado em R$ 401,5 bilhõesde abril a junho. No primeiro semestre, o PIB da agropecuária cresceu 5,8% e limitou as retrações de 7,8% na indústria e de 2,4% nos serviços


  Por Estadão Conteúdo 20 de Agosto de 2015 às 15:19

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A economia do Estado de São Paulo registrou queda de 2,6% no segundo trimestre de 2015 na comparação com o primeiro trimestre do ano, de acordo com o PIB Mensal da Fundação Seade.

O Produto Interno Bruto do Estado foi estimado em R$ 401,5 bilhões no período de abril a junho. Nesta base comparativa, todos os setores registraram retração: indústria (4,7%), agropecuária (1,6%) e serviços (1,5%).

No primeiro semestre de 2015, o PIB da agropecuária cresceu 5,8% e limitou as retrações de 7,8% na indústria e de 2,4% nos serviços. Na comparação com os seis primeiros meses do ano passado, a economia paulista recuou 4,0%, segundo a pesquisa.

Já no acumulado de 12 meses até junho, a economia paulista recuou 3,5%. Trata-se da 11ª retração consecutiva nesta base comparativa e, conforme destaca a Fundação Seade, dá sequência à trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2014. "Todos os setores apresentaram decréscimos no período, com destaque para a indústria, com redução de 7,3%", destaca o relatório.

Na comparação com junho de 2014, a atividade econômica paulista encolheu 3,7%, com influência forte da indústria (-7,5%) e quedas também nos serviços (-2,2%) e na agropecuária (-0,2%).

Apenas na comparação mensal houve avanço. Na série livre dos efeitos sazonais, o PIB do Estado de São Paulo cresceu 1,1% sobre maio. "Tal resultado decorreu das elevações na indústria (2,6%) e nos serviços (0,4%), enquanto a agropecuária reduziu-se em 2,1%", afirma a Fundação Seade.

Em nota, a Fundação Seade voltou a afirmar que o desempenho da economia paulista tem sido influenciado pelas condições econômicas desfavoráveis à indústria. "Nos últimos meses, os serviços - em destaque o comércio - passaram também a sofrer mais intensamente com a deterioração do atual quadro econômico brasileiro", acrescenta o texto.

*Foto: Thinkstock