Economia

PIB de maio sugere reação da economia


O resultado, entretanto, pode ser pontual, pois se deu sobre uma base fraca


  Por Emílio Alfieri 15 de Julho de 2019 às 19:56

  | Economista do Instituto Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


 

O Banco Central informou que o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,54% em maio, ante abril, interrompendo quatro quedas mensais. Sobre maio de 2018, subiu 4,4%, mas tendo uma base fraca de comparação decorrente da paralisação dos transportes.

No acumulado de 12 meses o PIB acelerou para 1,31%. Pode ser um dado pontual, mas reabre a possibilidade de que a economia pare de cair. De qualquer forma, é cedo ainda para dizer que o país pode crescer 1,1%.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma dos bens e serviços finais produzidos por um país num período de tempo. Veja no quadro abaixo uma análise em perspectiva temporal desde a recessão até o primeiro quadrimestre de 2019 de cada setor.

Em 2017, começa uma lenta recuperação com alta de 1,1%. Os resultados são mistos: indústria e varejo crescem. Mas os demais serviços (a maior fatia do PIB), ainda caem. Quem se destaca é a agricultura com uma “supersafra”. 

Em 2018 o PIB cresce 1,1%, mas os resultados são mistos: indústria perde força, varejo se sustenta e serviços param de cair. A Safra recua 5,1%.

Finalmente, os acumulados de 12 meses até maio de 2019 indicam que o setor industrial está estagnado por causa da queda nas vendas externas causada pela crise na Argentina, da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a desaceleração global.

Nos últimos 12 meses o varejo perdeu fôlego, refletindo a perda da confiança e o desemprego ainda alto. Os outros serviços, em maio, voltaram a subir, mas o ritmo ainda é tinido. A Safra teve nova revisão para cima feita pelo IBGE, mas não voltou ao patamar de 2017.

 

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