Economia

Pesquisa da ACSP mostra consumidor mais cauteloso em setembro


O Índice Nacional de Confiança (INC) ficou estagnado em 74 pontos, mesmo patamar de agosto. Indicador vinha de três altas seguidas


  Por Redação DC 27 de Setembro de 2021 às 12:48

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A confiança do consumidor estagnou em setembro, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), interrompendo uma sequencia de três meses de altas. O Índice Nacional de Confiança (INC) registrou 74 pontos, o mesmo resultado de agosto.

Apesar do crescimento ter sido interrompido, não significa que o INC não voltará a crescer nos próximos meses. “As pessoas têm menos dinheiro por conta da crise causada pela pandemia, mas o consumo que estava reprimido graças à falta de mobilidade urbana está acontecendo normalmente”, diz Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

Segundo ele, existe cautela neste momento, porque os reflexos da crise da covid-19 ainda são muito sentidos.

Apesar de cauteloso, pelo menos em São Paulo as pessoas estão movimentando o comércio, de acordo com a prévia do Balanço de Vendas de setembro. O estudo mostra que o volume de consumo na capital paulista aumentou 14,6% nos primeiros 15 dias do mês comparados ao mesmo período do mês anterior.

“Quando cruzamos as informações do Balanço com as dos INC ainda podemos dizer que as projeções para o futuro, apesar da instabilidade econômica que vivemos, são positivas”, afirma o economista.

O Norte e o Nordeste foram as únicas regiões que apresentaram aumento na confiança em setembro. A primeira foi de 87 pontos para 89 e a outra de 64 para 65.

Do total de entrevistados, 58% afirmaram estar muito insatisfeitas com a vida que levam hoje e 57% acham que o Brasil caminha para a direção errada.

Só que este pessimismo todo é equilibrado quando 50% das mesmas pessoas entrevistadas dizem que daqui a seis meses estarão melhores financeiramente.

A pesquisa INC vai de 0 a 200 pontos e mede a visão e a segurança da população em relação ao país, às finanças pessoais e prevê o comportamento dos consumidores na hora da compra.

O INC cresceu nos últimos tempos e estagnou só agora, mas este indicador ainda está no campo pessimista (abaixo de 100 pontos). O último registro otimista ocorreu em janeiro de 2020.

A pesquisa encomendada junto à Behup ouviu 1.597 pessoas, pertencentes a todas as classes sociais, localizadas nas cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

SÃO PAULO

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP) de setembro, um recorte do estado de São Paulo do INC, ficou em 75 pontos, um crescimento de dois pontos em relação a agosto.

Apesar de o resultado estrar dentro da margem de erro, a curva ascendente desde março, que apontou 66 pontos no indicador, reforça a tese de que os paulistas estão menos cautelosos do que a média registrada no Brasil.

Foram entrevistadas 881 pessoas na capital, região metropolitana, litoral e interior.

A taxa de referência e a metodologia para mensurar a confiança do paulista seguem o mesmo critério do estudo nacional. Isso significa que o ICCP também vai de 0 a 200 e que foi aplicado o mesmo questionário do INC para os entrevistados no estado de São Paulo. A margem de erro desta pesquisa é de 3% para mais ou para menos.

 

IMAGEM: Thinkstock






Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade




Publicidade



Publicidade




Publicidade