Economia

Para Burti, a economia resiste em se expandir


Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o perfil liberal que o novo governo pretende implantar na economia deve resultar em um crescimento mais robusto em 2019


  Por Redação DC 28 de Fevereiro de 2019 às 19:18

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), considerou fraca a alta de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. “Reflete uma economia que resistiu em se expandir”, disse.

Ele lembra os percalços que obstruíram a expansão econômica em 2018. “Começou com a greve dos caminhoneiros, que parou o País e provocou efeitos subsequentes; mais tarde veio a eliminação da seleção brasileira da Copa, prejudicando o ramo de duráveis; depois veio a incerteza política em torno da aprovação das reformas; e somou-se a tudo isso a incerteza eleitoral”, avaliou Burti.

Para o presidente da ACSP, ocorreu um “esfriamento generalizado das atividades, adiando decisões de compra e investimentos”.

COMÉRCIO

Sobre o peso do comércio no PIB, o presidente da ACSP destaca que, por ter crescido 2,3% - ou seja, acima da média da produção total - o varejo contribui para que o País arrecade mais, visto que o sistema tributário brasileiro é fortemente baseado no consumo.

Um dos destaques do setor do comércio no ano passado foi o segmento de veículos, que fechou 2018 com alta de 15,1% nas vendas na comparação com 2017, segundo o IBGE.

As vendas nos supermercados e hipermercados também seguiram fortes, fechando 2018 apenas 1,1% abaixo do recorde histórico do segmento, registrado em dezembro de 2013.

Para a equipe de economistas da ACSP, a perspectiva para o comércio nos próximos meses é mais alentadora em função da forte recuperação da confiança do consumidor e da menor inflação esperada para 2019, abrindo a possibilidade de manutenção dos juros básicos no atual patamar.

“Numa perspectiva futura, espera-se que, com o término da incerteza política e a chegada de um governo de linha liberal, aliados a um aumento da confiança dos consumidores e empresários, o PIB acelere em um ritmo de crescimento mais robusto em 2019”, disse Burti.

 

IMAGEM: William Chaussê/Diário do Comércio