Economia

País tem 14 milhões de desempregados


A taxa de informalidade é crescente, ficou em 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior, segundo o IBGE


  Por Estadão Conteúdo 16 de Outubro de 2020 às 14:06

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A taxa de desemprego no País subiu de 13,7% na terceira semana de setembro para 14,4% na quarta semana do mês, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados nesta sexta-feira, 16/10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego, e redução no total de trabalhadores ocupados. A população desempregada foi estimada em 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior, quando essa população totalizava 13,3 milhões.

O total de ocupados foi de 83 milhões na quarta semana de setembro, 700 mil a menos que o patamar da semana anterior, quando havia 83,7 milhões de pessoas ocupadas.

Cerca de 2,7 milhões de trabalhadores, o equivalente a 3,3% da população ocupada, estavam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social na quarta semana de setembro. O resultado representa cerca de 100 mil pessoas a menos que o patamar de uma semana antes, quando esse contingente somava 2,8 milhões ou 3,4% da população ocupada.

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 77,9 milhões de pessoas, ante um contingente de 78,2 milhões de trabalhadores registrado na semana anterior.

Na quarta semana de setembro, 7,9 milhões de pessoas trabalhavam remotamente. Na semana anterior, havia 7,8 milhões de pessoas em trabalho remoto.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 73,4 milhões na quarta semana de setembro, cerca de 200 mil a menos que os 73,6 milhões registrados na semana anterior.

Entre os inativos, cerca de 25,6 milhões de pessoas, ou 34,8% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 15,3 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

INFORMALIDADE

O nível de ocupação foi de 48,7% na quarta semana de setembro, ante 49,1% na semana anterior. A proxy da taxa de informalidade ficou em 34,2% na quarta semana de setembro, ante 33,6% na semana anterior.

O aumento na taxa de desemprego na quarta semana de setembro pode ter sido provocado pela dispensa de trabalhadores formais, uma vez que a taxa de informalidade cresceu no País ante a terceira semana do mês. No entanto, a tendência do mercado de trabalho permanece sendo de aumento na ocupação, acompanhada também de elevação no número de desempregados, afirmou Maria Lucia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"A população ocupada vinha crescendo, e nessa semana teve uma variação negativa. É muito difícil afirmar que postos de trabalho foram destruídos. A expectativa para esse fim de ano seria a partir de agora que a ocupação passasse a aumentar, devido às festas de fim de ano, de Natal", afirmou Maria Lucia.

FIM DA PESQUISA SEMANAL

O IBGE decidiu encerrar as divulgações semanais da Pnad Covid, mas manterá a coleta telefônica de informações para garantir a publicação mensal até o fim de 2020.

Segundo Maria Lucia, a equipe de análise dos dados estava sobrecarregada pela prorrogação da pesquisa além dos três meses planejados inicialmente. Aliado a isso, as variações pouco significativas dos principais indicadores do mercado de trabalho fizeram o órgão decidir que não havia necessidade de prorrogar as publicações semanais, optando por manter apenas as mensais.

 

IMAGEM: Itaci Batista/Agência Estado





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