Economia

País perde 94,7 mil postos formais de emprego em julho


O resultado é melhor do que o registrado em julho de 2015, quando 157,9 mil vagas foram fechadas


  Por Estadão Conteúdo 25 de Agosto de 2016 às 17:26

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Brasil perdeu 94.724 vagas formais de emprego em julho deste ano, informou nesta quinta-feira, 25/08, o Ministério do Trabalho. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.168.011 contratações e 1.262.735 demissões no período.

O número de postos fechados em julho deste ano foi menor do que em igual mês do ano passado, quando foram extintas 157.905 vagas. Porém, superou o fechamento de 91.032 vagas formais de emprego em junho de 2016.

No acumulado do ano, o saldo de postos fechados é de 623.520 pela série com ajuste, ou seja, incluindo informações passadas pelas empresas fora do prazo. Este é o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002.

No acumulado dos últimos 12 meses, o País encerrou julho com 1.706.459 vagas formais a menos, também considerando dados com ajuste.

SERVIÇOS

O setor de serviços foi o maior responsável pelo fechamento de vagas formais no mês de julho, segundo dados do Caged. Ao todo, foram extintos 40.140 postos no setor só no mês passado, informou o Ministério do Trabalho.

Na sequência figurou a construção civil, com o encerramento de 27.718 vagas com carteira assinada em julho. Também foram responsáveis pelas demissões líquidas o comércio (-16.286 postos), a indústria de transformação (-13.298 vagas), a indústria extrativa mineral (-1.181 postos) e os serviços industriais de utilidade pública (-591 postos).

O resultado do Caged em julho só não foi pior porque a agricultura abriu 4.253 vagas, enquanto a administração pública criou 237 novos postos.

Em nota à imprensa, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que a desaceleração no ritmo de fechamento de postos reflete uma recuperação gradual da economia.

“Estamos perdendo menos vagas e a tendência para os próximos meses é que essa desaceleração continue e possamos gerar vagas no segundo semestre", avaliou o ministro.

IMAGEM: Estadão Conteúdo