Economia

O trabalhador será protagonista nas reformas, diz ministro do Trabalho


Governo fez a primeira reunião com representantes de sindicatos no dia 18/05 para discutir a Reforma da Previdência, considerada fundamental para o ajuste fiscal


  Por Agência Brasil 20 de Maio de 2016 às 14:44

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O ministro do Trabalho e Previdência Social, Ronaldo Nogueira, disse nesta sexta-feira, 20/5, que todas as medidas que envolvam os trabalhadores passarão por discussão prévia com a sociedade. 

“Nada será imposto ou anunciado sem que antes seja conversado com o trabalhador. O trabalhador terá seu lugar garantido na mesa, não será surpreendido, será protagonista”, disse o ministro ao visitar a sede da Força Sindical, na capital paulista.

Segundo Nogueira, as propostas de mudança na Previdência também levarão em conta a posição das centrais sindicais. “Pela fala do ministro Eliseu Padilha (da Casa Civil), que está liderando o grupo de trabalho onde as centrais foram convidadas a participar, ele foi muito claro no sentido de que as centrais sindicais, representando os trabalhadores, serão protagonistas no texto que, porventura, venha a ser elaborado.”

Nogueira destacou, no entanto, que é preciso garantir a sustentabilidade do sistema. “A sustentabilidade da Previdência Social é importante porque ela é a garantia do trabalhador no futuro.”

A primeira reunião do grupo de trabalho integrado por centrais sindicais e governo para discutir a reforma da Previdência ocorreu na última quarta-feira, 18/05. 

Além de Nogueira e Padilha, participaram a Força Sindical, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

Foram abordados quatro temas: idade mínima para aposentadoria, sustentabilidade da Previdência, igualdade de sexo e a data da vigência das medidas a serem adotadas.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), defendeu que se busquem outras formas de arrecadação antes que sejam apresentadas propostas que mudem as regras para os trabalhadores. 

“Precisa acabar com as desonerações, com a ‘pilantropia’, com o sonegador e fazer o agronegócio pagar. Além disso, tem outras fontes de receita para a Previdência”, disse.

O sindicalista chegou a admitir que sejam feitas mudanças para os que ainda vão entrar no mercado de trabalho, mas disse que as centrais não vão aceitar alterações para quem já contribui com o sistema atual. 

“Se tudo isso não resolver o problema, nós topamos discutir uma Previdência para o futuro, para os jovens, para aqueles que começam a trabalhar agora. Se nada disso for aceito, a gente vai ver na hora certa”. 

A proposta que sair do grupo de trabalho deverá ser encaminhada ao Congresso.

IMAGEM: Agência Brasil