Economia

No caminho para a desaceleração, inflação ainda está elevada


O recuo dependerá crucialmente da redução da pressão do gasto público sobre as despesas totais, segundo economistas da Associação Comercial de São Paulo


  Por Redação DC 08 de Junho de 2016 às 19:54

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Os índices de preços em maio indicam que a inflação caminha para a desaceleração, com os principais deles em um dígito no acumulado de 12 meses - como é o caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fipe). Apesar de um horizonte melhor, os índices ainda se encontram em patamar muito elevado. 

Para os próximos meses, o mercado continua apostando na desaceleração da inflação, devido principalmente aos efeitos da recessão e da menor taxa de câmbio, que passará a flutuar mais livremente. 

Na avaliação dos economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a rapidez dessa desaceleração dependerá crucialmente da redução da pressão do gasto público sobre as despesas totais, sendo esta a única forma de viabilizar a redução da taxa de juros ao longo dos próximos meses, principalmente após a mudança de comando no Banco Central, que deverá reforçar o compromisso de levar a inflação à meta anual de 4,5%.

Em maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, voltou a acelerar em maio, mostrando elevação de 0,78%, frente a 0,61% registrado em abril.

Do mesmo modo, nos últimos doze meses terminados em maio, o índice também mostrou aceleração, ao apresentar alta de 9,32%, levemente superior à taxa observada para o mês de abril, na mesma base de comparação (9,28%), porém mantendo a inflação em termos “anualizados” muito acima do limite máximo de tolerância da meta anual de inflação (6,5%).

No resultado mensal, pesou o fim do incentivo à redução do consumo de água em São Paulo, que significou um aumento de tarifa de 41,9%, enquanto houve descompressão por parte do preço dos alimentos, cujo aumento passou de 1,09% em abril para 0,78%.

Outro índice teve aceleração em maio foi o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cuja variação entre abril e maio saltou de 0,36% para 1,13%, contribuindo para aumentar o resultado em 12 meses de 10,46% para 11,26%, respectivamente.

 

 

Neste caso, o grande responsável pelo maior IGP-DI foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), seu principal componente, que captou a alta dos preços no atacado da soja e do milho e a elevação do câmbio durante o mês passado, que afeta diretamente o custo dos fertilizantes importados. 

Desse modo, a alta dos preços das matérias primas agrícolas (IPA AGRO), somente em maio alcançou a 3,31% e em 12 meses a impressionante taxa de 24,56%, o maior valor desde abril de 2011 (25,51%).

FOTO: Thinkstock






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