Economia

Mundo deve crescer mais neste e no próximo ano, aponta FMI


Christine Lagarde, diretora do Fundo, diz serem necessários avanços nos negócios entre nações para colaborar no crescimento internacional


  Por Estadão Conteúdo 12 de Outubro de 2017 às 14:10

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a instituição multilateral espera um crescimento mundial maior neste ano e em 2018, quando deverá avançar 3,6% e 3,7%, respectivamente. Segundo ela, 75% dos países do mundo estão registrando elevação do nível de atividade.

"Mas a retomada da economia mundial não está completa", destacou Lagarde. Ela apontou que 47 países registraram queda de Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

"Defendemos como primeira prioridade assegurar a recuperação da economia mundial", apontou Lagarde. "Não é tempo para ser complacente e é preciso adotar políticas para crescimento sustentável". Para ela, na área fiscal, os países devem investir mais em projetos de infraestrutura, educação e atuar para reduzir as diferenças salariais entre homens e mulheres, o que classificou como principal para diminuir a desigualdade social.

Lagarde ressaltou que a política monetária também é importante instrumento para governos viabilizarem a retomada da demanda agregada de seus países. Na sua avaliação, tem importância especial o combate à corrupção e aquecimento global.

Na área financeira, ela defendeu a consolidação de regulações pelos países a fim de evitar situações negativas nos mercados internacionais. "Há potencial de riscos de apertos em mercados financeiros e que podem gerar fuga de capitais", apontou.

Christine Lagarde enfatizou que é necessário o avanço dos negócios de mercadorias e serviços entre nações para colaborar no crescimento internacional. "Precisamos assegurar expansão de comércio mundial para ajudar economia global", disse. "Acordos comerciais devem sempre ter mudanças para facilitar o comércio de países."

A diretora-gerente do FMI ressaltou também que "controles de riscos financeiros na China serão bem vindos" e "espera que o Brexit seja concluído com rapidez para reduzir incertezas." Ela fez os comentários em entrevista coletiva durante a reunião anual do FMI.

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