Economia

Monitor do PIB aponta alta de 0,3% em novembro


A taxa acumulada em 12 meses até novembro pelo consumo das famílias foi positiva em 0,7%, constata indicador da FGV


  Por Estadão Conteúdo 17 de Janeiro de 2018 às 09:10

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Produto Interno Bruto (PIB) Brasileiro cresceu 0,3% em novembro ante outubro, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB, divulgado nesta quarta-feira (17/01). No trimestre móvel encerrado em novembro, a alta foi de 0,6% ante o trimestre móvel terminado em agosto.

"No mês de novembro, a economia continuou a crescer alcançando 0,8% na taxa acumulada em 12 meses, fazendo crer que as previsões de crescimento de 1% para o ano poderão ser ultrapassadas. Mais uma vez, o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo se destacam tanto na comparação mensal interanual (+4,2% e +4,9%, respectivamente), quanto na comparação mensal de novembro, com relação a outubro, na série ajustada sazonalmente (ambas com 0,5%)", apontou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.

A agropecuária impulsionou o desempenho positivo da taxa acumulada em 12 meses encerrados em novembro. Por outro lado, a indústria registrou leve recuo de 0,1% no período, e os serviços cresceram apenas 0,1%.

O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

Pela ótica da demanda, a taxa acumulada em 12 meses até novembro pelo consumo das famílias foi positiva em 0,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos do PIB) teve recuo de 2,1%, a despeito do forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos (+6,6%).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 2,6% no mês de novembro. O PIB acumulado em 2017 até o mês de novembro totalizou R$ 5,968 trilhões em valores correntes.