Economia

Mercado reduz previsão de alta do PIB


A expectativa de alta em 2019 recuou agora de 0,93% para 0,87%, de acordo com o Boletim Focus. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%


  Por Estadão Conteúdo 24 de Junho de 2019 às 09:31

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou mais uma vez, agora de 0,93% para 0,87%, conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 24, pelo Banco Central.

Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,23%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,20%.

Quatro semanas atrás, estava em 2,50%. No dia 14, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,47% em abril ante março. Em relação a abril do ano passado, houve queda de 0,62%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual deve ser atualizado nesta semana, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Na semana passada, o BC afirmou, no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que os índices recentes de atividade "indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres".

No Focus agora divulgado, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,65% para 0,72%. Há um mês, estava em 1,47%.

No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,80% para 3,00%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,28%. Há um mês, estava em 56,20%. Para 2020, a expectativa foi de 58,43% para 58,58%, ante 58,40% de um mês atrás.

O mesmo relatórioa mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, igual ao visto um mês atrás. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio permaneceu também em R$ 3,80, igual ao verificado quatro pesquisas atrás.