Economia

Mercado financeiro estima inflação de 8,51% em 2021


Puxada por combustíveis, essa é a 26ª elevação consecutiva na projeção, segundo o Boletim Focus do BC. A previsão para o crescimento da economia é de 5,04%


  Por Agência Brasil 04 de Outubro de 2021 às 10:37

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu novamente, de 8,45% para 8,51% neste ano.

Esta é a 26ª elevação consecutiva na projeção. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (04/09), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). 

Em agosto, o indicador subiu 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%.

A inflação de setembro será divulgada pelo IBGE na sexta-feira (08/09), mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou índice de 1,14% no mês - a maior taxa do IPCA-15 para o mês de setembro desde 1994 (1,42%). 

Para 2022, a estimativa de inflação é de 4,14%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,25% e 3%. 

JUROS

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que foi elevada neste mês de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao anunciar a decisão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião, marcada para o fim de outubro.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022, e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política contracionista de elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 8,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 8,5% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é 6,75% e 6,5% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB E CÂMBIO 

As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano em 5,04%. Para 2022, a expectativa para PIB é de crescimento de 1,57%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,2% e 2,5%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar também se manteve em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,25. 

FOTO: Divulgação






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