Economia

Meirelles prevê crescimento para 2018


Expectativa é encerrar o quarto trimestre com ritmo de crescimento de 2,7%, na comparação com igual período de 2016


  Por Estadão Conteúdo 21 de Março de 2017 às 15:19

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acredita que a economia brasileira já opera em ritmo "levemente positivo" e deve encerrar o quarto trimestre com ritmo de crescimento de 2,7% na comparação com igual período de 2016.

"A taxa anualizada - ou seja, se repetir a taxa do último trimestre no ano todo - significa crescimento de mais de 3% em 2018", diz Meirelles.

Ao participar de palestra do Council of the Americas organizado em Brasília, o ministro da Fazenda disse que a "boa notícia" é que "nós já prevemos o primeiro trimestre levemente positivo".

Um dos exemplos dessa recuperação da economia é a queda dos indicadores de risco sobre a economia brasileira.

"Na medida que começaram a apresentar a perspectiva de um novo governo com medidas de austeridade, nós tivemos recuperação bastante rápida", disse, ao comentar a evolução de indicadores econômicos como o risco medido pelos contratos de CDS e a confiança na economia.

"A taxa de risco pelo CDS chegou a crescer e atingir 500 pontos e passou a cair rapidamente. Foi uma recuperação muito rápida a partir de um ano atrás".

Meirelles chegou atrasado ao evento e explicou que estava no Congresso no esforço de convencimento dos parlamentares sobre a importância da Reforma da Previdência.

Ele esteve reunido por mais de três horas com a bancada de deputados federais do PSDB. "Semana passada, estive com o PMDB, PSB, PP, PSD e, agora à tarde, me encontrarei com o DEM e já marcamos com o PV".

Para exemplificar a importância da reforma, Meirelles disse que, sem a reforma, o aumento do gasto com a Previdência exigiria aumentar a carga tributária em cerca de 10 pontos porcentuais em uma década.

A conta é feita com base na premissa de que, sem as mudanças, as despesas previdenciárias alcançariam o equivalente a 25,4% do Produto Interno Bruto e, com a reforma, a despesa iria para 15,4% no mesmo período. "Então, temos 10 pontos de diferença".

TERCEIRIZAÇÃO

Meirelles também defendeu a aprovação do projeto que libera a terceirização em todas as atividades. A proposta deve ser votada no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira. Para Meirelles, é "importante fazer com que funções temporárias sejam também viabilizadas".

"Ajuda muito a retomada do crescimento porque facilita a contratação de mão de obra temporária, facilita a expansão dos empregos", diz.

"Hoje, muitas vezes, a empresa resiste à hipótese de aumentar o emprego por alguns aspectos de rigidez das leis trabalhistas. É importante fazer com que funções temporárias sejam também viabilizadas". 

Para Meirelles, a vantagem da proposta é que as funções temporárias podem eventualmente se tornar permanentes.

"Isso aumenta a produção, aumenta o consumo, e isso de uma maneira geral aumenta o emprego", avaliou Meirelles após participar de reunião com a bancada do PSDB na Câmara para discutir a reforma da Previdência.

IMPOSTOS

Ao falar sobre as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre previsão de receitas, Meirelles reiterou que, se houver necessidade, haverá aumento de tributos e que o compromisso número um do governo é entregar a meta fiscal. 

Segundo ele, a meta de déficit de R$ 139 bilhões nas contas do governo é bem menor do que no ano passado e muito melhor do que seria em 2017 caso a tendência de despesas continuasse. 

"Seria déficit de R$ 280 bilhões. Estamos indo bem. A arrecadação, estamos trabalhando nela nestes últimos dias. Estamos finalizando os cálculos sobre leilão de petróleo e gás, avaliando estimativas de resultado do novo programa de repatriação, avaliando com instituições financeiras, e procurando uma avaliação mais precisa do Programa de Regularização Tributária", explicou.

*Atualizada às 16h30

 

FOTO: Valter Campanato / Agência Brasil






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