Economia

IPCA tem a menor variação mensal desde 1998


Índice recuou 0,38% em maio, ante queda de 0,31% em abril, de acordo com IBGE. Números refletem o ritmo mais fraco de crescimento da economia em meio à pandemia


  Por Agência Brasil 10 de Junho de 2020 às 09:26

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,38% em maio, ante um recuo de 0,31% em abril, informou nesta quarta-feira (10/6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%). No ano, o IPCA acumula queda de 0,16% e, nos últimos doze meses, alta de 1,88%, abaixo dos 2,40% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa havia ficado em 0,13%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco tiveram deflação em maio. O maior impacto negativo do mês, -0,38%, veio dos Transportes, cuja queda de 1,90% foi menos intensa que a de abril (-2,66%).

Outros destaques foram Vestuário e Habitação, que recuaram 0,58% e 0,25% respectivamente. No lado das altas, Artigos de residência subiu 0,58% ante o recuo do mês anterior (-1,37%). Alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a abril (1,79%). Os demais ficaram entre a queda de 0,10% em Saúde e cuidados pessoais e a alta de 0,24% em Comunicação.

Assim como em abril, o resultado do grupo Transportes (-1,90%) foi influenciado pela variação nos preços dos combustíveis (-4,56%). O maior impacto sobre o índice do mês foi negativo (-0,20 p.p.) e veio, novamente, da gasolina (-4,35%), cuja queda foi menos intensa que a registrada em abril (-9,31%). O etanol seguiu o mesmo movimento, com variação de -5,96% em maio frente aos -13,51% de abril.

Em Habitação (-0,25%), a maior contribuição negativa (-0,02%) veio da energia elétrica (-0,58%).

Já o grupo Alimentação e bebidas (0,24%) desacelerou em relação a abril (1,79%). Os preços de itens como a cenoura (-14,95%) e as frutas (-2,10%) recuaram em maio, contribuindo para que a alimentação no domicílio passasse de 2,24% para 0,33%. No lado das altas, os destaques foram a cebola (30,08%), a batata-inglesa (16,39%) e o feijão carioca (8,66%). As carnes subiram 0,05%, após quatro meses consecutivos de queda.

A alimentação fora do domicílio também desacelerou de abril (0,76%) para maio (0,04%). O lanche passou de alta de 3,07% para 0,83% e a refeição registrou queda mais intensa, passando de -0,13% em abril para -0,34% no IPCA de maio.

INPC
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em maio apresentou variação de -0,25%, enquanto em abril havia registrado -0,23%. Esse é o menor resultado para um mês de maio desde o início do Plano Real. A variação acumulada no ano foi de 0,06% e, nos últimos doze meses, o índice apresentou alta de 2,05%, abaixo dos 2,46% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa foi de 0,15%.
 
Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,40% em maio enquanto, em abril, haviam registrado 1,91%. Já o agrupamento dos não alimentícios apresentou variação de -0,44%, enquanto, no mês anterior, havia registrado -0,84%.