Economia

Intenção de consumo tem terceira queda seguida


Pesquisa da CNC indica que o baixo dinamismo do mercado de trabalho, com um contingente de 13 milhões de desempregados, está influenciando a perspectiva profissional das famílias


  Por Estadão Conteúdo 23 de Maio de 2019 às 12:21

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,7% em maio ante abril, para 94,6 pontos.

Foi o terceiro mês seguido de queda, período em que o ICF acumulou perda de 4,0%. Na comparação anual com o mesmo período de 2018, houve alta de 8,6%.

Em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que o cenário favorável da virada do ano não se confirmou.

"A intenção de consumo das famílias depende muito do comportamento do mercado de trabalho, dos juros e da inflação. O cenário favorável do início do ano não está se sustentando, o que reflete na cautela do consumidor quanto aos gastos na aquisição de bens e serviços."

De acordo com a CNC, com exceção do subíndice Nível de Consumo Atual (0,4%), todos os demais se mostram negativos na passagem de abril para maio.

Perspectiva Profissional (-3,0%) e Momento para Duráveis (-2,7%) foram as maiores contribuições para a queda do ICF em maio.

"A pesquisa indica que o baixo dinamismo do mercado de trabalho, com um contingente de 13 milhões de desempregados, está influenciando a perspectiva profissional das famílias. Aliado a isso, o impacto nos preços médios causados pelas altas dos combustíveis e dos alimentos pode estar levando as famílias a comprar menos", diz a nota da CNC.