Economia

Intenção de consumo das famílias aumenta pelo segundo mês


Mesmo sendo o pior desempenho para outubro da série história da CNC, iniciada em 2010, as condições de consumo, que incluem acesso ao crédito e compra de bens duráveis, têm melhorado


  Por Redação DC 27 de Outubro de 2020 às 13:58

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu ligeiramente em outubro (+0,9%) e subiu a 68,7 pontos. Foi o segundo aumento seguido do índice, que chegou a acumular cinco quedas consecutivas até agosto.

Mesmo com as recentes altas, o indicador registrou o pior desempenho para um mês de outubro desde o início da série histórica, em janeiro de 2010. Além disso, no comparativo anual, houve recuo de 26,4% – a sétima retração seguida nesta base comparativa. A ICF está abaixo do nível de satisfação (100 pontos) desde abril de 2015.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, diz que a recuperação do consumo dos brasileiros tem se refletido no aumento das vendas do varejo, nos últimos meses. “A maior satisfação das famílias reforça a evolução gradual, observada nos dados recentes do comércio”, afirma.

CONDIÇÕES DE CONSUMO MELHORAM

A melhora nos itens que compõem as condições de consumo ajudou a ICF a alcançar mais um resultado positivo em outubro: o Acesso ao Crédito chegou ao segundo aumento seguido (+0,3%), atingindo 81,9 pontos; o Nível de Consumo Atual cresceu 1,2% – também o segundo aumento consecutivo –, chegando a 51,7 pontos; e o Momento para Duráveis registrou a terceira alta em sequência (+2,1%), subindo a 43,3 pontos. 

Mesmo assim, o item, que avalia o que os consumidores pensam sobre a aquisição de bens como eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis, permaneceu como o menor entre todos os avaliados pela pesquisa.

EMPREGO E RENDA

Em relação ao momento atual, o relacionado à renda foi, novamente, o ponto negativo. O item acumulou a sétima queda seguida (-0,9%) e caiu a 76,3 pontos – renovando o menor patamar da série histórica.

Para Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo, os consumidores demonstram estar enfrentando um momento de contenção de renda: “A redução do auxílio emergencial do governo impactou negativamente as famílias, mesmo com a melhora nas percepções em relação ao mercado de trabalho”, disse. 

O subíndice que mede a satisfação dos brasileiros com relação ao emprego registrou o segundo crescimento seguido (+0,3%) e fechou o mês, mais uma vez, como o item de pontuação mais elevada (85,9 pontos).

O subíndice que avalia a perspectiva profissional dos brasileiros para os próximos seis meses também se destacou positivamente, impulsionado pelo aumento do indicador referente ao emprego atual. O item apresentou o maior crescimento mensal em outubro (+4,4%) – a terceira alta consecutiva –, chegando a 78,7 pontos.

FOTO: Estadão Conteúdo





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