Economia

Inflação sobe 0,16% em setembro e acumula 1,78% no ano


Pelo quinto mês consecutivo o grupo dos alimentos apresentou queda, constata o IBGE


  Por Estadão Conteúdo 06 de Outubro de 2017 às 09:11

  | Agência de notícias do Grupo Estado


 

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de setembro com alta de 0,16% ante um avanço de 0,19% em agosto, informou na manhã desta sexta-feira (6/10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano é de +1,78%. No acumulado em 12 meses, o IPCA foi de 2,54%. 

Em setembro, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, somente Alimentação e Bebidas (-0,41%) e Habitação (-0,12%) apresentaram sinal negativo.

Nos demais, destaca-se o grupo Transportes com 0,79% de variação e 0,14 ponto percentual (p.p.) de impacto no índice do mês.

Pelo quinto mês consecutivo o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,41%), sendo essa menos intensa que a registrada em agosto (-1,07%).

Os alimentos para consumo em casa passaram de -1,84% em agosto para -0,74% em setembro, sob influência de itens importantes no consumo das famílias como as carnes (que passaram de -1,75% em agosto para 1,25% em setembro) e as frutas (de -2,57% em agosto para 1,74% em setembro).

Por outro lado, vieram em queda: tomate (-11,01%), alho (-10,42%), feijão-carioca(-9,43%), batata-inglesa (-8,06%) e leite longa vida (-3,00%). Todas as regiões pesquisadas vieram em queda em setembro, indo dos -1,70% registrados na região metropolitana de Recife até -0,08% em Goiânia. 

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No grupo Habitação (-0,12%), a queda ficou na conta da energia elétrica, em média 2,48% mais barata, em razão, principalmente, da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela a partir de 1º de setembro, representando uma cobrança adicional de R$ 0,02 a cada Kwh consumido.

Em agosto, a bandeira tarifária vigente era a vermelha, incidindo um adicional de R$ 0,03 a cada Kwh consumido.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou queda 0,02% em setembro, após já ter recuado 0,03% em agosto.

Com o resultado agora apresentado, o índice acumulou uma elevação de 1,24% no ano. A taxa acumulada em 12 meses foi de 1,63%.

Em setembro do ano passado, o INPC havia sido de 0,08%, de acordo com o IBGE. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados

BAIXA RENDA

A inflação para as famílias de menor renda, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-C1), fechou setembro com deflação de 0,25%, taxa 0,12 ponto percentual abaixo da apurada em agosto, quando o índice mostrou deflação – inflação negativa – de 0,13%.

Os dados foram divulgados hoje (6/10) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Com o resultado de setembro, o IPC-C1 passou a acumular nos primeiros nove meses do ano alta de 1,46%, enquanto a taxa anualizada (últimos 12 meses) fecha com alta acumulada de 1,89%. Os números se referem às famílias que recebem de 1 e 2,5 salários mínimos.