Economia

Inflação pode fazer ceia de final de ano minguar novamente


Cenário pode repetir 2020, segundo a Kantar, quando a maioria dos brasileiros optou por combinar alimentos da época com opções regularmente encontradas no mercado, como frango e linguiça


  Por Redação DC 05 de Novembro de 2021 às 14:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Com o avanço da vacinação, os consumidores brasileiros já planejam comemorações de final de ano maiores. Entretanto, mesmo com um número maior de pessoas sentadas à mesa, a expectativa de empresários e comerciantes de retomar o cenário de vendas pré-pandemia terá de lidar com os efeitos da inflação, redução de poder de consumo e também a disparidade cambial, que segundo especialistas, não devem mudar até o final do ano.

Em 2020, a pandemia afetou as festas de final de ano, caracterizadas por pratos sazonais e trocas de presentes. De acordo com estudo da Kantar, apenas 7,3% dos consumidores compraram exclusivamente proteínas comemorativas para a ceia, enquanto no mesmo período de 2019 esse índice foi de 15,7%.

A maioria (56,2%) optou por combinar alimentos da época com opções regularmente encontradas no mercado, como frango, linguiça, bovinos, peixes e frutos do mar.

De forma geral, as aves comemorativas foram as mais usadas no último Natal (63,5% em volume), sendo escolhidas principalmente pelas classes A e B (39,9%). O pernil, por sua vez, foi a proteína mais comprada no Ano Novo (42,2%), também em maior número pelas classes A e B (37,5% em volume).

Neste ano, a expectativa é que o cenário visto em 2020 não se repita por completo. A inflação, no entanto, pode fazer com que a tendência de misturar as proteínas servidas na ceia se repita, segundo a consultoria.

A desvalorização do salário real é preocupante, na opinião de Márcio Machado, especialista em consumo e sócio da Shopper2be. A expectativa é de compras menores, com gastos contidos em relação a 2018 e 2019, quando ainda não havia os efeitos da pandemia. A comercialização do dólar acima de R$ 5 encarece o preço de produtos importantes para o varejo nesse período do ano, como, por exemplo, celulares e outros eletrônicos importados.

Ainda assim, Machado destaca que em geral, o comércio irá investir na data tendo em vista que muitas lojas já estão decoradas e vendendo itens típicos natalino pegando carona com o evento da Black Friday.

"Esse comportamento, certamente, pode ser modificado com a presença física (dos consumidores) nos estabelecimentos e com o sentimento saudosista que o consumidor está. Para muitos, fica difícil não se deixar levar por esse clima festivo", diz.

 

FOTO: Pixabay







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