Economia

Inflação paulistana tem alta de 0,27% em outubro


Dos sete grupos que compõem o IPC-Fipe, os maiores avanços ocorreram em despesas pessoais para e transportes. Outro levantamento, da FGV, indica crescimento da inflação para a baixa renda no mesmo mês


  Por Agência Brasil 04 de Novembro de 2016 às 09:12

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou com alta de 0,27% .

Mesmo sendo uma taxa baixa, o resultado é quase o dobro do registrado em setembro último: 0,14%.

No acumulado do ano, houve elevação de 5,62%, ficando acima do verificado no período de janeiro a setembro (5,33%). Já em 12 meses, o IPC subiu 7,61%, indicando redução no ritmo de alta já que, em setembro, o acumulado de 12 meses tinha apontado alta de 8,26%.

Dos sete grupos pesquisados, os maiores avanços ocorreram em despesas pessoais (de -0,34% para 0,86%) e transportes (de 0,24% para 0,71%).

O resultado também reflete a recuperação de preços no grupo alimentação. Na média, os itens alimentícios tiveram queda de 0,27%, mas, na apuração de setembro, o recuo tinha sido bem mais expressivo (-1,09%).

Foram constatados ainda aumentos em habitação (de 0,16% para 0,20%) e educação (de 0,01% para 0,06%). Em compensação, os preços desaceleraram em vestuário (de 0,84% para 0,32%) e permaneceu estável o grupo saúde em 0,56%.

BAIXA RENDA

A inflação percebida pelas famílias de baixa renda registrou alta de 0,18% em outubro, após a queda de 0,08% observada em setembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor divulgado nesta sexta-feira, 4/11, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O indicador é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre um e dois e meio salários mínimos.

Com o resultado, o índice acumulou aumento de 5,95% no ano e avanço de 8,11% em 12 meses.

Embora os alimentos permaneçam mais baratos, as famílias de baixa renda gastaram mais em outubro com todas as demais classes de despesas que integram o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1)

A variação dos preços do grupo Alimentação foi a única a permanecer no negativo, embora tenha diminuído o ritmo de queda: passou de -0,52% em setembro para -0,21% em outubro.

Todos os demais grupos tiveram aceleração: Habitação (de 0,39% em setembro para 0,49% em outubro), Transportes (de -0,11% para 0,18%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,06% para 0,36%), Vestuário (de 0,03% para 0,31%), Despesas Diversas (de -0,41% para 0,02%), Comunicação (de 0,11% para 0,76%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,21% para 0,28%).

Os destaques foram os itens taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 0,61%), gasolina (de -1,36% para 1,93%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,60% para 0,50%), roupas (de -0,03% para 0,21%), cigarros (de -0,95% para (-0,54%), tarifa de telefone móvel (de 0,01% para 1,51%) e show musical (de -2,91% para -1,08%).

A taxa de 0,18% do IPC-C1 de outubro foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.

O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,34% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV.

No acumulado em 12 meses, entretanto, o IPC-C1 ficou em 8,11% em outubro, resultado maior que o do IPC-BR, que avançou a 7,65% em igual período.

IMAGEM: Thinkstock






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