Economia

Inflação paulistana desacelera em novembro


IPC-Fipe sobe 0,29% em novembro, taxa inferior a 0,32% do mês anterior; queda nos preços de alimentos contribuiu. Expectativa é que o indicador feche o ano em 2,17%


  Por Estadão Conteúdo 04 de Dezembro de 2017 às 09:15

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,29% em novembro, desacelerando um pouco em relação ao aumento de 0,32% registrado tanto em outubro quanto na terceira quadrissemana do mês passado, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A taxa de novembro ficou abaixo do piso de 10 estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,30% a 0,39%.

Entre janeiro e novembro, o IPC-Fipe acumulou inflação de 1,71%. No período de 12 meses até novembro, a taxa foi de 2,44%.

No fechamento de novembro, passaram para deflação ou perderam força os grupos Alimentação (de 0,89% em outubro para -0,68% no mês passado), Saúde (de 0,45% para 0,42%) e Educação (de 0,17% para 0,10%).

Por outro lado, mudaram para inflação ou aceleraram os grupos Habitação (de -0,15% para 0,34%), Transportes (de 0,32% para 0,89%), Despesas Pessoais (de 0,41% para 1,30%) e Vestuário (de 0,22% para 0,23%).

Veja abaixo como ficaram os itens que compõem o IPC-Fipe em novembro:

- Habitação: 0,34%

- Alimentação: -0,68%

- Transportes: 0,89%

- Despesas Pessoais: 1,30%

- Saúde: 0,42%

- Vestuário: 0,23%

- Educação: 0,10%

- Índice Geral: 0,29%

GRUPO ALIMENTOS E O FECHAMENTO DO ANO

A inflação na capital paulista em novembro, que ficou mais baixa que o esperado, deve acelerar em dezembro, devendo fechar em 0,44%, de acordo com André Chagas, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A despeito da expectativa de aceleração em relação a novembro (0,29%), o IPC deve terminar este ano em 2,17%, na comparação com os 6,54% de 2016. Se a taxa for confirmada, será a mais baixa desde 1998, quando houve deflação de 1,79%.

A alta de 0,29% do IPC ficou fora do intervalo das expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast (de 0,30% a 0,39%, com mediana de 0,34%) e da própria Fipe, que esperava 0,32%.

"Por muito tempo, o grupo Alimentação foi o vilão da inflação e este ano tem dado um baita alívio. Além dos alimentos in natura, os industrializados têm ajudado a arrefecer bem o IPC, refletindo a crise. Em contrapartida, os preços administrados estão avançando", afirma.

A expectativa de Chagas é que esses preços continuem pressionando o IPC de dezembro, enquanto Alimentação volte para o campo positivo. A estimativa para o grupo é de alta de 0,16%.

Contrariando mais uma vez, o grupo de alimentos fechou novembro com queda de 0,68%, ante estimativa de recuo de 0,26% esperada pela Fipe.

"De novo, foi uma surpresa positiva, sendo a principal delas verificada em industrializados, que têm peso forte no IPC, e cederam 0,64%", afirma. 

No ano até novembro, o segmento de industrializados tem declínio de 1,39%, quase compensando a alta acumulada de 1,71% do IPC no período. "É uma queda importante para um subíndice que representa 9% do consumo doméstico", afirma.

Já o grupo Alimentação, que pesa um quarto no consumo das famílias, acumula retração de 2,31% neste ano. Os alimentos in natura, que têm influência de 4,36%, também deram sua contribuição: caíram 1,98% em novembro e acumulam queda de 2,81% em 2017.

*Atualizada às 15h30