Economia

Inflação média da cesta básica atinge 1,86% entre março e abril


O número é da FGV. Entre os itens que mais pesaram na cesta estão o feijão, batata e leite longa vida


  Por Estadão Conteúdo 27 de Abril de 2020 às 14:49

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os preços de alimentos que compõem a cesta básica subiram em média 1,86% entre 23 de março e 22 de abril, período afetado pelas medidas de distanciamento social para conter o coronavírus, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre 8 de fevereiro e 7 de março, esses itens tinham registrado, em média, deflação de 0,06%, segundo a instituição.

Entre os itens que mais aceleraram no período estão o feijão carioca (-1,45% para 8,62%), feijão preto (-2,73% para 8,13%), batata inglesa (0,33% para 13,69%) e leite longa vida (-1,10% para 7,55%), de acordo com a FGV.

"As famílias passaram a fazer todas as refeições em casa e pedir comida em restaurante custa mais caro", afirma o coordenador dos Índices de Preços ao Consumidor (IPC), André Braz.

Ele cita, no entanto, que outros fatores ajudam a elevar os preços de alimentos. "Tivemos uma safra de feijão menos expressiva, por isso os preços avançaram tanto. A desvalorização cambial também colaborou, pois atua sobre o preço das commodities. Se o trigo fica mais caro, aumenta o preço dos derivados como o pão francês", diz o economista.

 

IMAGEM: Thinkstock





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